Hoje vamos falar sobre a influência do no stress aprendizado das crianças. Este vídeo é um resumo do artigo “Journal of adolescent heath” de Carrion, V. G e Wong, S.S. que foi publicado em 2012. Alguns pesquisadores já tinham uma suspeita de que experiências traumáticas aumentavam o nível de cortisol nas crianças, mas a questão aberta era: qual a conseqüência disso para o aprendizado?
Nesse estudo os pesquisadores monitoraram a atividade cerebral das crianças que tinham passado por experiências traumáticas e também daquelas que não tinham, observando o nível de atividade cerebral e o nível de cortisol nesses dois grupos.
As crianças que tinham passado por experiências traumáticas possuíam níveis mais altos de cortisol e também foi registrada uma menor atividade no hipocampo e no córtex pré-frontal, ou seja as áreas do cérebro ligadas ao raciocínio analítico e a memória. Isso, claro, leva a uma série de dificuldades de aprendizado.
Para minimizar esse problema os pesquisadores sugerem que educadores desenvolvam intervenções que reduzam o nível de cortisol, ou seja, deixem os alunos mais tranquilos, mais relaxados; e também fortaleçam a atividade na região frontal no sistema límbico para que eles consigam novamente ter níveis mais altos de raciocínio e aumentem a capacidade de memorização.
Resumindo, a neuroeducação mostra que crianças que passaram por experiencias traumáticas terão mais dificuldade no aprendizado e nós educadores precisamos desenvolver atividades para que elas possam se recuperar dessa perda cognitiva.
Por hoje é só, se você gostou dê seu feedback e logo teremos mais vídeos!
Américo é doutor em educação pela Johns Hopkins University. Pesquisador em educação, fundou a Escribo onde trabalha com as escolas para fortalecer o aprendizado das crianças.
Com a aproximação de mais um novo ano escolar professores e gestores precisam selecionar os materiais didáticos a serem adotados pelo colégio. A tarefa, apesar de habitual, não pode ser tratada com descaso: um material mal escolhido compromete não apenas a rotina em sala, mas está diretamente atrelado à qualidade de ensino da instituição.
O momento em que a gente está vivendo, em especial, traz um agravante ainda maior. A atual crise financeira vivida no Brasil tem gerado complicações para a escolha do material curricular. Além de lidar com as expectativas tradicionais dos pais quanto à qualidade do material escolhido, a redução de custos acabou se tornando o sentimento geral do país.
Por conta disso uma verdadeira dor de cabeça se instalou para professores e gestores: o que deve ser priorizado na escolha desses materiais? Que elementos compensarão o investimento e deixarão pais e alunos satisfeitos?
Em primeiro lugar é preciso considerar o projeto político pedagógico da escola, buscar materiais que estejam alinhados aos objetivos e aspectos que colégio prioriza, para assim promover a integração curricular.
Além disso, quando o custo é um desafio a ser superado, a contrapartida é a diferenciação, isto é, demonstrar valor aos pais. A avaliação didática precisa então garantir que os materiais didáticos escolhidos conseguirão de fato impactar o desenvolvimento dos alunos.
Na educação infantil, um período tão determinante para a educação, isso se reflete na busca pelo desenvolvimento integral do estudante. Baseados nisso, para auxiliar você gestor ou professor nessa escolha, elencamos a seguir as 5 características indispensáveis a um material didático de impacto.
1. É adaptável
A troca diária de conhecimentos precisa estar associada as necessidades percebidas em sala e ao contexto em que os alunos estão inseridos. Conforme o professor perceba o grau de desenvolvimento da turma ele precisa ter a liberdade de adaptar e readaptar seu plano de ensino, o que implica na necessidade de um material dinâmico.
A flexibilidade do material a ser adotado, dessa forma, garante que as crianças aprendam não apenas de maneira correta, mas no momento mais oportuno. E por isso é que é tão importante para um crescimento e desenvolvimento favorável.
2. Estimula o gosto pela leitura
Apesar de ainda não estarem alfabetizadas, é importante já na primeira infância o estímulo ao hábito da leitura. Isso é possível por meio de atividades que envolvam contação de histórias, poemas, música, teatro ou até mesmo jogos eletrônicos, de modo que a criatividade das crianças seja aflorada.
A motivação para leitura, num país que pouco se lê, garante desde cedo diferenciais importantes ao aluno, ele aprende melhor, se comunica melhor e ainda garante a longo prazo seu desenvolvimento como leitor.
Nos jogos do Escribo Play, por exemplo, o uso da Língua Portuguesa é abordado desde o som das letras, passando pela escrita até a construção de frases completas. De forma lúdica, os jogos apresentam o conteúdo a ser trabalhado estimulando a imaginação das crianças e garantindo já entre os pequenos o gosto pela leitura.
3. Desenvolve o pensamento crítico
Durante a infância a maior parte do nosso cérebro está em formação, o que implica dizer que qualquer estímulo nesse período tem impacto direto na nossa capacidade intelectual a longo prazo.
Com isso, é importante desde cedo estimular a análise crítica do aluno, para que ele consiga avaliar e entender as coisas ao seu redor, bem como o ambiente em que está inserido.
Para que o desenvolvimento do pensamento crítico ocorra é importante considerar materiais didáticos que estimulem o raciocínio lógico, fomentando discussões e opiniões sobre diferentes assuntos.
4. É interativo
Jogos, animações, desenhos e atividades interativas são essenciais para qualquer material didático atual. Na geração dos jogos e da internet essas ferramentas conseguem rapidamente chamar atenção dos alunos, justamente por serem algo tão presente em seu cotidiano.
No momento da avaliação didática, portanto, é importante considerar materiais em que esses recursos sejam explorados, para que a a integração e dinamização do processo ensino/aprendizagem seja facilitada, através de novas formas de pensar e se desenvolver.
Isso pode acontecer, por exemplo, por meio de jogos pedagógicos que trabalhem os conteúdos vistos em sala através de atividades lúdicas, que é justamente a proposta principal do Escribo Play.
5. Possui materiais complementares
Além do livro didático em si, é importante considerar um material didático que venha acompanhado de recursos extras para o enriquecimento da aula, para que ela se torne o mais dinâmica e ambientada possível.
Isso pode acontecer, por exemplo, por meio de cartazes que ilustrem determinados conteúdos a serem estudados facilitando assim o processo de ensino.
Você já escolheu seus materiais didáticos para 2016?
Embora o processo de aprendizagem ocorra durante toda a vida, o desenvolvimento de nossa capacidade de aprendizado é concentrado durante a infância e por isso a importância de escolher um material didático que promova suporte adequado as aulas.
Nós da Escribo entendemos a importância desse momento e por isso desenvolvemos o Escribo Play, um app de jogos educativos produzidos especialmente para a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental.
Se você quiser acessar o Escribo Play e conhecer tudo o que os jogos têm a oferecer, basta clicar nesse link para acessar. E para acompanhar esses e outros conteúdos assim que saírem, assine as notificações tocando no sininho ao lado. Até mais!
Américo é doutor em educação pela Johns Hopkins University. Pesquisador em educação, fundou a Escribo onde trabalha com as escolas para fortalecer o aprendizado das crianças.
Primeira etapa da educação básica, a educação infantil é um momento de extrema importância para a formação das crianças. Seu desenvolvimento educacional precisa integrar e abranger aspectos físicos, afetivos, intelectuais, linguísticos e sociais.
As atividades precisam atuar como facilitadoras no processo de aprendizagem e garantam a formação integral do individuo.
Nesse momento é essencial que o material didático auxilie o professor e favoreça conteúdos alinhados às propostas pedagógicas da escola e ao nível de desenvolvimentos dos alunos, já que aulas precisam promover alguns estímulos específicos às crianças.
Para auxiliar você, educador, na elaboração dos planos de aula, elencamos a seguir 5 fatores essenciais a serem trabalhados durante a educação infantil.
1. Estímulo a vivência prática e a oralidade
Embora a criança ainda não seja alfabetizada nessa etapa da aprendizagem infantil, é importante que ela seja pouco a pouco inserida em atividades que envolvam linguagem e construção de saberes contextuais.
A vivência prática e a oralidade, dessa forma, assumem o papel de estimular a capacidade da criança de fazer associações e interpretações baseadas nas suas experiências culturais e sociais.
E nada mais são do que a prática sistemática de hábitos já cotidianos ao universo familiar delas. Por exemplo, muitas crianças conseguem identificar marcas como “Coca-cola” ou mesmo “Passatempo” (o biscoito) sem necessariamente ter aprendido a ler, pela associação concebida em seu dia a dia.
Essa habilidade de reconhecer e compreender é conectada com a oralidade, que é o costume com os sons das palavras. Podendo ser desenvolvida através de poemas, histórias e leitura em geral.
No nosso Sistema de Ensino Interativo Frei.re, por exemplo, a vivência prática e da oralidade ganha destaque a nos livros didáticos: poemas e histórias narradas (já integradas a nossa versão digital dos materiais) sustentam o conteúdo da unidade que é trabalhada articulando-se com experiências e conhecimentos cotidianos aos alunos.
2. Regionalismo Cultural
A construção do conhecimento em crianças possui ampla conexão com o ambiente no qual ela está inserida, isso acontece porque a assimilação é facilitada quando a criança percebe que o assunto abordado é vivenciado, tratado em seu cotidiano.
Desse modo, adequar as atividades propostas à cultura da criança, com cantigas, costumes, hábitos, lugares ou comidas daquela região podem acelerar o aprendizado e contribuir com a inserção da criança no meio, contribuindo no seu senso de pertencimento a sociedade.
Por exemplo: no Nordeste existe o costume da festa de São João. Ao propor atividades com musicas juninas nessa região as crianças compreendem melhor o conteúdo passado por ser algo já visto em seu dia a dia.
Do mesmo modo, crianças cariocas aprenderiam melhor e se sentiriam mais à vontade com o conteúdo com atividades relacionadas às escolas de samba do Rio.
3.Estímulo a criatividade
Desde cedo é importante que as crianças sejam estimuladas a desenvolver sua capacidade criativa, já que o desenvolvimento dessa habilidade está diretamente ligado a sua capacidade de solucionar problemas e superar obstáculos.
O despertar da imaginação pode ser trabalhado através de atividades que fujam da rotina e as estimulem a desenvolver ideias e explorar situações. Isso pode ser trabalhado por exemplo, com o realização de atividades artísticas ou mesmo com passeios e contação de histórias.
Outra estratégia interessante pode ser vista no nosso Sistema de Ensino, que promove o estimulo a criatividade com a utilização frequente de desafios que instigam e incentivam o crescimento e desenvolvimento do aluno.
4. Uso do digital, do visual e do interativo
Animações, jogos, músicas e histórias narradas são sinônimos de turmas mais engajadas. E hoje em dia, como parte do cotidiano das crianças desde cedo são estratégias facilitadoras na construção do conhecimento.
Ao mesmo tempo que atraem a atenção dos alunos, o uso desse recursos consegue promover de maneira mais lúdica e divertida a construção de conceitos, ou mesmo atuar no desenvolvimento de habilidades e competências.
É importante, porém, que essas estratégias estejam bem estruturadas para que a atividade gere de fato, o aprendizado do aluno e não sejam vazias em essência.
No sistema de ensino Frei.re, por exemplo, aliamos ao livro físico do material didático uma versão digital recheada de atividades, jogos, animações e músicas, que auxiliam o trabalho do professor com diversos exercícios interativos. Como complementam o conteúdo trabalhado em sala pelo material didático, as atividades acabam fortalecendo a difusão do conhecimento ao mesmo tempo que motivam os estudantes.
5. Princípios éticos
A ética nada mais é do que um conjunto de decisões, princípios e valores que orientam as relações humanas.
Na educação infantil ela exerce um papel fundamental: oportunizar à criança uma melhor integração social ao colégio, minimizar preconceitos e inibições e ainda auxiliá-la na conquista da cidadania em sua plenititude.
Nesse sentido, é importante desde cedo a valorização de uma educação que estimule princípios de autonomia, de responsabilidade, de solidariedade e do respeito ao bem comum. Esses princípios éticos devem fomentar ainda, o respeito ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades.
Para isso, práticas pedagógicas que incentivem o respeito em seus diversos níveis (individual, ao outro e ao seu ambiente) devem ser praticadas, com atividades e exercícios que construam o agir ético desde a primeira infância.
Como andam suas aulas? Você tem estimulado algum desses fatores?
Nem sempre é fácil montar planos de aula que abarquem todos esses fatores sistematicamente ao longo do ano, e por isso materiais pedagógicos de qualidade são ferramentas indispensáveis aos professores. A troca de conhecimento em sala pode ser comprometida com uma má escolha de material.
Pensando nisso e levando em conta o Referencial Curricular Nacional, nós da Escribo desenvolvemos o Frei.re, um sistema de ensino especialmente direcionado a educação infantil.
Américo é doutor em educação pela Johns Hopkins University. Pesquisador em educação, fundou a Escribo onde trabalha com as escolas para fortalecer o aprendizado das crianças.
O Instituto Inspirare, a Fundação Lemman, a Rede Nossas Cidades e o Instituto de Tecnologia & Sociedade (ITS) lançaram uma campanha de mobilização a favor de uma internet de qualidade em todas escolas públicas do Brasil.
O movimento tem como objetivo aproximar as escolas da realidade conectada hoje vívida pelo aluno, além de relembrar a necessidade do uso de ferramentas que organizem e otimizem o tempo em sala de aula e possibilitem ao professor um melhor desempenho no papel de orientador e mediador do conhecimento.
Além da mobilização pela causa, o movimento criou ainda um Plano Técnico Nacional de Conectividade, construído com a ajuda de mais de 30 especialistas na área, que oferece subsídios e recomendações técnicas ao governo.
O documento é dividido em duas partes: a caracterização do cenário atual de conectividade das escolas e as propostas a serem implementadas, considerando seus devidos custos e responsáveis. Para mais informações sobre o Plano Técnico é só acessar o Sumário Executivo Escolas Conectadas.
Apesar de desde 2008 o Programa Banda Larga nas Escolas ter sido lançado pelo governo com o objetivo de conectar todas as escolas públicas do país até 2010, um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia & Sociedade observou lacunas graves a serem superadas pelo programa, que passado mais de 7 anos desde seu lançamento ainda segue com resultados parciais.
Entre os principais problemas apontados, a existência de pelo menos 5 mil escolas sem conectividade e quase metade das escolas com internet de baixa velocidade.
No site internetnaescola.org.br você pode realizar um teste da velocidade da internet em sua escola, e participar da mobilização enviando um email a presidente Dilma Rosseuf com o pedido para que ela assine o compromisso público por internet em todas as escolas.
No ano passado mais de 95 mil testes de velocidade foram realizados em mais de 6600 escolas nos quatro cantos do país, e mais de 55 mil emails foram enviados ao Governo Federal pedindo uma internet de maior qualidade nas escolas públicas.
A campanha conta, ainda, com a página Internet na Escola, no Facebook, para curtir e acompanhar todos os passos da mobilização.
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Você também acredita na conectividade por uma melhor qualidade de ensino?
Américo é doutor em educação pela Johns Hopkins University. Pesquisador em educação, fundou a Escribo onde trabalha com as escolas para fortalecer o aprendizado das crianças.
No último texto comentamos sobre a necessidade de inovar para promover um desenvolvimento educativo de maior qualidade. E que a inovação não precisa necessariamente estar atrelada a reformas que mudem toda estrutura escolar de uma só vez, mas pode ser gradativa.
A título de inspiração, no entanto, trazemos hoje o exemplo de duas escolas que revolucionaram a educação no cenário em que atuam. Suas ideias, arquitetura e organização são referências mundiais, dada a singularidade e resultados.
Fuji Kindergarten, Tóquio
Uma estrutura sem paredes, com árvores entre as salas, telhado oval e um parquinho infinito compõem o formato base da escola de Fuji Kindergarten, em Tóquio.
A ideia do projeto veio de Takaharu Tezuka, ele queria uma escola que atendesse às necessidades e aos desejos de seus filhos, e fosse centrada justamente na maneira como as crianças pensam, agem e se comportam. Permitir que as crianças sejam de fato crianças.
“Nós projetamos a escola em círculo, com uma espécie de circulação infinita. Quando começamos, eu não tinha noções preconcebidas . Estudar outros jardins de infância era como olhar no espelho retrovisor de um carro: mesmo se você olhar bem de perto, não consegue ver nada à frente.”
Crédito: Tezuka Architects
O design, dessa forma, tem o objetivo de maximizar o espaço disponível para o jogo e as brincadeiras de modo seguro, mas sem restrições ao desenvolvimento da criança. Metal, vidro e madeira são os elementos bases da estrutura, que lembra uma enorme casa na árvore, com a maior parte de se sua área física ao ar livre.
“Tivemos que construir em torno das árvores que já existiam no terreno. Não foi fácil — nós não poderíamos cortar as raízes, que se espalharam tanto quanto a copa das árvores. Nós adicionamos essas redes de segurança para que os alunos caiam por entre os furos em torno das árvores.
Mas eu conheço as crianças e elas gostam de brincar com redes. Sempre que veem uma rede, elas querem pular para balançá-la. Essa foi na verdade apenas mais uma desculpa para que eu desse a elas uma outramaneira de brincar.”
Crédito: Tezuka Architects
Takaharu Tezuka comenta ainda sobre a necessidade de promover as crianças espaço para conversarem e se comunicarem entre si:
“Hoje em dia, as crianças japonesas conversam só com computadores. Eu odeio isso. Eu pensei que, se colocássemos uma pia em cada sala, elas seriam obrigadas a falar umas com as outras. Há uma frase em japonês , do bata kaigi, que significa ‘conferência em torno do poço’. As mulheres costumavam se encontrar e trocar informações quando iam buscar água. Eu queria que as crianças fizessem o mesmo.
Crédito: Tezuka Architects
Como não há paredes entre as salas de aula, o barulho flutua livremente de uma classe para a outra, e de fora para dentro. Takaharu Tezuka considera o ruído muito importante. “Quando você coloca as crianças em uma caixa de silêncio, algumas ficam muito nervosas.”
Escola da Ponte, Portugal
Embora tenhamos comentado da metodologia da Escola da Ponte rapidamente no texto de personalidades para ficar de olho em 2016, vale a pena conhecer mais sobre uma das escolas de referência mundial, que não precisa de aula, sala de aula ou mesmo disciplinas para ter os melhores índices entre os colégios de Portugal.
Iniciada em 1976, a Escola da Ponte tem seu sistema baseado em promover autonomia aos alunos, é um colégio da rede pública cujo projeto funciona a partir do agrupamento de alunos diferentes idades em torno de interesses em comuns. Sem séries, ou provas.
Foto: Joaquim Rebelo
Os grupos se formam e se desfazem de acordo com temas e relações interpessoais estabelecidas entre si. Enquanto os professores não são responsáveis por nenhuma turma especifica, mas são orientadores educativos de aprendizagem acadêmica e também comportamental.
Seis dimensões formam o projeto pedágogico:
Linguística (Língua Portuguesa, Inglesa, Francesa e Alemã)
Lógico-matemática (Matemática)
Naturalista (Estudo do Meio, Ciências da Natureza, Ciências Naturais, Físico-Química e Geografia)
Identitária (Estudo do Meio, História e Geografia de Portugal e História)
Artística (Expressão Musical, Dramática, Plástica e Motora, Educação Física, Educação Visual e Tecnológica – E.V.T.
Educação Musical, Educação Visual, Educação Tecnológica e T.I.C.)
Pessoal e social (Formação Pessoal, Ensino Especial e Psicologia).
Na Escola da Ponte cada aluno escolhe ainda, um tutor dentre toda comunidade escolar, incluindo pais, professores ou funcionários, que será o responsável por orientá-lo no percurso pedagógico que ele estabelece para si mesmo.
O método para avaliar como está sendo a progressão do conhecimento é dialogado e debatido entre eles, num processo bastante educativo. A metodologia além de estimular a independência dos alunos, reconhece os diferentes níveis e modos de aprendizagem de cada estudante.
O processo educativo passa por três fases, a de iniciação, a de consolidação e a de aprofundamento. Na iniciação o aluno passa por um período de maior adaptação sendo tutorado em relação as regras de convívio coletivo e compromissos a serem assumidos.
Na segunda fase a necessidade de acompanhamento é reduzida e o aluno tem maior independência para transitar no colégio e gerir seu próprio currículo. O aprofundamento é o momento que ele começa não apenas a gerenciar suas próprias tarefas, mas também participar de decisões de âmbito coletivo.
A autonomia é incentivada até mesmo no funcionamento em si da organização escolar, que conta com assembleias formadas por alunos, professores e funcionários para decisões que vão desde regras de convívio até festividades.
Américo é doutor em educação pela Johns Hopkins University. Pesquisador em educação, fundou a Escribo onde trabalha com as escolas para fortalecer o aprendizado das crianças.
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