Divirta-se! Veja como 5 professores levaram alegria e descontração para suas escolas

Educação é coisa séria. Mas quem é sério o tempo todo? Divertir-se é essencial no ambiente de trabalho, e principalmente numa escola, onde lidamos com jovens cheios de energias, dúvidas e inseguranças. Além do mais, permitir que os alunos aprendam brincando é o sonho de todo educador. Escolas lúdicas se deixam levar, ocasionalmente, por brincadeiras – onde não só os alunos divirtam-se, mas os professores, coordenadores e toda a equipe de funcionários.

Confira nos vídeos abaixo 5 professores que quebraram a seriedade da rotina e se entregaram à diversão: o resultado são alunos instigados e um ambiente de trabalho mais descontraído!

1. Os professores que pregaram peças nos alunos

Nesse vídeo, vários alunos de turmas do ensino médio foram convocados à dar uma entrevista sobre o que eles achavam da escola – se o seu tamanho era satisfatório ou se eles preferiam estudar num lugar maior. A realidade é que a entrevista era apenas parte de um plano arquitetado pelos professores e funcionários para “zoar” seus alunos: enquanto eles respondiam as perguntas da “entrevista” falsa, os professores apareciam ao fundo dançando ao som da clássica “Everybody dance now”. Hilário!

2. O professor que brincou com o aluno dorminhoco

“O Michael costuma dormir em todas as aulas. Então resolvi pregar essa peça nele” – é o que diz o professor ao iniciar o vídeo abaixo, onde ele conta com a ajuda dos outros estudantes e mobiliza a sala inteira para “dar uma lição” divertida em seu aluno dorminhoco.

3. O professor que ensinou perfeitamente os passos da música no final da aula

Um professor, ao fim de sua aula, resolveu coreografar direitinho os passos da música “Show das Poderosas”, que foi hit aqui no Brasil em 2013. Segundo os próprios alunos, são momentos assim que marcam a vida escolar e são esses os professores que “a gente lembra pra sempre”.

4. O professor que ensinou sobre a Inconfidência Mineira com música

Com uma paródia da música “Whisky à go-go”, da Banda Roupa Nova, esse professor de história cantou sobre a Inconfidência Mineira com um refrão super legal: “De Portugal, se separar não faz mal…”. Usando a música, ele chamou a atenção dos alunos e tornou a aprendizagem muito mais divertida!

5. O professor que mobilizou os alunos para fazer um videoclipe

Neste vídeo, o professor reuniu os discentes para dançar a música “Uptown Funk”, do Mark Ronson com o Bruno Mars. No vídeo, ele integra todo os alunos numa atividade mais que divertida,  onde a escola virou palco de um lindo espetáculo de dança com vários passos coreografados! A criatividade do professor foi vista por mais de 3 milhões de pessoas no YouTube em menos de um mês:

E você, o que faz para tornar a rotina na escola mais divertida? 🙂

Jogo controverso cria polêmica no Mês da História Negra

Em fevereiro, os Estados Unidos celebraram o Mês da História Negra, e nas escolas do país são realizadas diversas atividades que valorizam a história e cultura negra, lembrando de líderes, fatos e resistência. No estado de Minnesota, especificamente na capital, Minneapolis, o grupo WNET desenvolveu um jogo virtual que tinha a intenção de “celebrar o mês da história negra e ir além dele” como uma dessas atividades de valorização nas escolas públicas do estado.

O jogo, chamado “Mission US: Flight to Freedom”, apresenta o formato role play, onde o jogador assume a identidade de um personagem em primeira pessoa – a personagem em questão é Lucy, uma escrava de 14 anos, que no jogo tenta fugir do norte para escapar da escravidão. “Flight to Freedom” então simula para as crianças do ensino fundamental as “experiências” de como era a escravidão em 1848.

Durante a sua missão, Lucy, descrita como uma “Nigress” (termo racista usado pelos senhores de escravos no período da escravidão nos Estados Unidos), enfrenta várias decisões e se depara com violência, humilhação e crueldade. Um exemplo é quando ela enfrenta perguntas acusatórias do capataz Mr. Otis, que diz à ela que gosta de “neguinhos quietos”. Além disso, no desenrolar da história, frases como “Dê uma palavra ou vou lhe açoitar” também são ditas pelos personagens brancos. Ao fim do jogo, Lucy é vendida por US$800,00 num leilão de escravos.

A educadora Rafranz Davis, que escreve em um blog de tecnologia educacional, repudiou totalmente o jogo por limitar a história negra à escravidão. Por que submeter crianças, sobretudo crianças negras, à uma “simulação” das atrocidades que aconteciam neste período? Por que lembrar dos negros falando logo da escravidão, um dos mais horrendos momentos da história, quando existem tantos outros fatos menos falados sobre resistência na história negra?

Muitos pais concordaram com a educadora, ainda que alguns sites americanos que fazem resenhas de jogos tenham descrito o game como “divertido”. Após a postagem no blog de Rafranz, a associação Black Advocates for Education (algo cuja tradução livre poderia ser “Defensores da cultura negra pela Educação”) no Minessota identificou que em uma escola de Minneapolis, famílias haviam reclamado do jogo após seus filhos serem submetidos a jogar.

Com vários posts no Facebook repudiando “Flight to Freedom”, a Associação de Escolas Públicas de Minneapolis (MPS) resolveu responder oficialmente às críticas, alegando que o game não era parte do currículo de estudos sociais do distrito, mas estava sendo apresentado às crianças pois alguns professores achavam apropriado.

Logo em seguida, de acordo com o jornal MinnPost, a mesma associação notou que o jogo foi fundado com o dinheiro de uma instituição chamada National Endowment of Humanities, que doa quantias para projetos que tratem de temas sociais e humanos, e também recebeu apoio da Corporação para Radiofusão Pública do Estado. Por ter sido apoiado por um número significativo de organizações acadêmicas, a MPS reconheceu que o estado tinha responsabilidade no jogo, e que a “polêmica” seria um assunto à ser discutido e o jogo revisto por eles de forma apropriada junto com o Departamento de Estudos Sociais.

Os criadores do “Flight for Freedom” se defenderam alegando que muitos acadêmicos contribuiram para o jogo e que ele seria uma forma efetiva de ensinar as crianças sobre tópicos sensíveis como direitos humanos, guerra baseada no terror, imigração e crises ambientais – e que pretendem transformar a patente numa série de jogos históricos, com temas como a Revolução Americana e a imigração russa em Nova York.

Um contexto a ser levado em consideração é que o ensino da história negra nas escolas dos Estados Unidos é bastante problemático: 96% do corpo discente americano é branco e não tem sensibilidade para lidar com o tema, o que torna bastante comum que as crianças negras saibam mais sobre racismo e suas histórias em casa e ouvindo e vivendo experiências do que em sala de aula. Muitos desses professores têm medo de errar no que dizem e confiam em jogos ou livros sem problematizar a história.

Cinco ferramentas efetivas de gestão escolar online!

Cinco ferramentas efetivas de gestão escolar online!

Controle de frequência, comunicação interna, avaliações e notas, envio de materiais de estudo, mensagens para as famílias… São muitas as demandas que o professor precisa administrar além de preparar e dar aulas. Nesse contexto, acredito que muitas dessas ainda são realizadas à mão, como o controle de frequência e a organização de notas com múltiplas cadernetas para cada turma. Isso toma bastante tempo no dia a dia. 

Mas hoje já é possível unir diversas dessas demandas em plataformas online, o que otimiza o tempo e promove o compartilhamento de informações. Por isso, listamos cinco plataformas bastante úteis para a gestão escolar, onde o(a) educador(a) pode ver a frequências de alunos(as), notas, materiais de estudo e atividades, além de facilitar a comunicação entre a coordenação pedagógica e acadêmica, professores e famílias.

Agenda Edu

Como o nome sugere, a Agenda Edu é um aplicativo de agenda que pode ser integrada aos principais sistemas de gestão escolar. Além disso, ela pode listar todos os conteúdos que as crianças viram em sala, enviar comunicados e notificações para as famílias em canais de comunicação personalizados e muito mais.

Pela Agenda Edu, as famílias também podem fazer pagamentos para passeios, eventos ou materiais complementares. O app tem ainda um diário que registra atividades, cuidados com a saúde e a alimentação e todas as pendências e tarefas de casa da criança.

São diversas funcionalidades juntas com um visual limpo, moderno e bem intuitivo. Disponível para iOS e Android, o app já atende mais de 1.500 escolas e 1 milhão de usuários.

Gabaritando

O Gabaritando veio para automatizar a correção de gabaritos em provas e simulados. Ele é capaz de comparar dados estatísticos, assim professores(as) e coordenação podem analisar as informações e montar planejamentos pedagógicos que tragam resultados positivos para os estudantes.

Além de poder acelerar o processo, o Gabaritando se propõe a comparar o desempenho de alunos com outras turmas, escolas e destacar quais áreas o(a) jovem precisa dedicar mais tempo de estudo.

Escribo Play

Tela do jogo Praia exibe jogo dos sete erros com uma imagem do fundo do mar repleta de peixes, corais e tubarões. Sugestão de férias 1.O Escribo Play é reconhecido por fortalecer o aprendizado das crianças e aproximar as famílias da escola. Por isso, não dá para falar de gestão escolar sem lembrar dos diferenciais do aplicativo. Um deles é o envio de jogos como tarefas de casa diretamente pelo app, disponíveis no menu Atividades, na tela principal do aplicativo. A equipe de educadores(as) escolhe quais os jogos mais adequados para as crianças jogarem em casa.

As famílias e as professoras recebem no celular ou tablet avisos de atividades para casa, novas funcionalidades e o lançamento de jogos inéditos habilitando as notificações do Escribo Play.

Outro auxílio à gestão pedagógica é a parte de relatórios entregues com frequência às escolas parceiras. O aplicativo salva cada jogada das crianças e organiza esses dados de forma prática. Esses documentos mostram o desenvolvimento das habilidades da criança de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Assim, tanto as famílias quanto as escolas podem acompanhar o crescimento dos pequenos.

Escolaweb

O Escolaweb foi desenvolvido para atender a diversas necessidades das escolas num só lugar. Com ele, é possível acelerar o trabalho de captação de alunos, organizar receitas, despesas e fluxo de caixa e controlar quem entra e quem sai da escola com catracas integradas à plataforma.

Um outro objetivo é reduzir a inadimplência com mensagens e notificações automatizadas. O EscolaWeb promete facilitar a comunicação da escola com a família, desde a educação básica até o ensino superior.

Imaginie

A proposta do Imaginie é deixar mais prática a correção das redações dos(as) alunos(as). Os textos são avaliados com base em cada uma das cinco competências do Enem, e os(as) professores(as) ainda podem analisar o desenvolvimento do(a) estudante, a média em relação à escola e ao desempenho dos outros usuários do Imaginie.

A plataforma oferece uma série de facilidades, como a devolução rápida das redações corrigidas para os(as) alunos, acesso online em qualquer lugar, feedbacks, grande variedade de propostas de textos e diversas outras.

Vale relembrar: Etutore

Hoje descontinuado, o Etutore era conhecido por atender a todos os níveis de ensino, da educação infantil ao superior, incluindo o Ensino à Distância. Estudantes podiam acessar os conteúdos vistos em sala de aula a qualquer hora ou lugar. O Etutore era bom também para professores(as), pois tinha espaços para listas de exercícios e avaliações feitas no próprio ambiente virtual, tanto com questões discursivas como objetivas. 

O Etutore foi uma das plataformas pioneiras no ramo porque, através de algoritmos, usava o histórico escolar para tentar prever se os alunos estavam aptos para processos seletivos. Além disso, ainda tinha funções para ajudar na gestão financeira da escola. 

Essas são algumas das ferramentas que prometem ajudar e muito na gestão escolar. E se você quiser saber mais sobre o Escribo Play, você tem diversas possibilidades. Toque no sininho ao lado para receber notificações do nosso Blog Ciência do Aprendizado, no símbolo de chat para conversar diretamente conosco ou mande uma mensaegm no nosso WhatsApp. Um grande abraço, e até mais!

4 novidades do Twitter que você precisa experimentar

Por Simon Hepburn, traduzido pela Escribo

Apesar de ser uma das redes sociais mais utilizadas pelas escolas e dispor de uma forma de comunicação altamente dinâmica com o público alvo, o Twitter faz com que muitos gestores de mídias sociais precisem se desdobrar para dizer algumas mensagens em apenas 140 caracteres. Com o objetivo otimizar essa característica, o microblog chegou em 2015 cheio de inovações super úteis para seus usuários tornarem a comunicação através dos tweets ainda mais efetiva. Confira como sua escola pode usar essas 4 novidades do site para melhorar ainda mais o engajamento dos pais e alunos:

1. Vídeo via Twitter

Ainda que fosse possível anexar vídeos do Youtube e do Vimeo aos tweets, agora ficou ainda mais fácil transmitir mensagens em vídeo no Twitter: desde janeiro de 2015 o aplicativo está permitindo que seus usuários filmem vídeos pelo próprio smartphone e postem diretamente no twitter, como já funcionava com as fotos. Confira exemplos de como algumas escolas usaram esta ferramenta:

“O segundo ano compartilhando o que aprenderam sobre arte e ciência. É como se eles nunca perdessem nenhuma informação :)”

“Dia adorável para filmarmos nosso novo vídeo! E testar o mecanismo de vídeos do Twitter pela primeira vez.”

2. Twitter Cards

Essa novidade é menos recente, está disponível desde 2012, mas por envolver códigos HTML é desconhecida por muitos. A vantagem dos Twitter Cards é de fato adicionar informações extras e mais completas (fotos, galeria de fotos, vídeos e weblinks) em forma de “cartão” nos tweets, estendendo-os. Jornais e organizações que promovem promoções costumam usar essa ferramenta de metainformação, e você também pode aprender a utilizá-lo nesse passo a passo com a ajuda do assistente de TI responsável pelo site da escola. Veja um exemplo de Twitter Card abaixo:

3. Twitter Widget no site da escola

O Twitter da escola é uma boa forma de mostrar a infinidade de atividades acontecendo em sua escola – mas apenas para os pais, alunos e demais pessoas que sejam usuárias do Twitter. Como fazer a conta da sua escola no Twitter visível para aqueles que não acessam o microblog? Colocando um widget que mostre os seus tweets diretamente no blog ou site de sua escola! Aqui você pode gerar automaticamente o widget que mostrará seus tweets numa “caixinha” disponível para todos que acessarem o site da instituição de ensino. Depois é só colar lá no blog! 

exemplo

Exemplo de widget com os tweets

4. Múltiplas imagens, um só tweet

Depois de permitir fotos anexadas ao tweet, o Twitter agora disponibilizou a adição de até quatro fotos por tweet via smartphones, possibilitando também ferramentas de edição para as imagens antes de enviá-las. Postar 4 fotos permite que você mostre mais detalhes de determinado evento ou atividade e também conte uma história através das fotos em um só tweet, evitando o flood (alto número de postagens). Veja exemplos:

“Turma do preparatório num tour pelo Brugge: explorando a história, escalando a torre do sino e presos numa fábrica de chocolate”

“Alguns de nossos talentosos pupilos estão expondo suas artes no Museu McLean. Visite-o! #ProfessorOrgulhoso”

Você pode adquirir outras dicas interessantes para sua conta no Twitter clicando aqui, onde estão disponíveis nossos posts sobre o tema.

Qual é o Twitter da sua escola? Mostre pra gente, queremos seguir!

Síndrome de Burnout em professores: Como identificar e tratar

Você conhece a Síndrome de Burnout? O termo foi cunhado nos anos 1970 pelo psicólogo americano Herbert Freudenberger. Ele descrevia o Burnout como consequência do alto nível de estresse e excesso de expectativas sofrido por pessoas em profissões que envolviam assistência à terceiros – como os professores. Nas últimas décadas, a comunidade psicológica vem focando seus estudos para compreender a síndrome de Burnout nos docentes.

Atualmente entende-se a Síndrome de Burnout como uma reação do organismo às pressões sofridas na profissão. Apesar do amor pelo ofício pedagógico, muitos professores sofrem deste mal devido às cobranças (que vêm de todos os lados) e às condições de trabalho precárias, como falta de infraestrutura e salários baixos.

Essas situações estressantes vão evoluindo – primeiro, o profissional se sente sob pressão, depois se sente exausto, vazio, e finalmente esgotado psicologicamente, sem conseguir lidar com o trabalho. O Burnout se manifesta à longo prazo,  quando o profissional possui mais demandas do que o possível  ou quando é subestimado na empresa, e pode ser notado quando a convivência com os colegas é marcada por conflitos.

É preciso observar os professores: eles estão negligenciando suas necessidades pessoais para se comprometer ao trabalho? Essa pode ser a raíz do problema. Confira abaixo os sintomas da Síndrome de Burnout, de acordo com o psicólogo David Ballard para a revista Forbes:

1. Exaustão

Um sinal claro do Burnout é quando o professor se sente cansado o tempo todo. A exaustão pode ser mental, emocional ou física – como se o profissional não tivesse mais o que oferecer. Pessoas afetadas pela Síndrome de Burnout sentem suas energias drenadas, o que provoca essa exaustão. Além do cansaço e da sensação de sobrecarga decorrentes da falta de energia, sintomas físicos como dor no estômago ou no intestino também costumam se manisfestar.

2. Falta de motivação

Outro sintoma é quando o profissional não se sente entusiasmado para nada, ou não encontra mais motivos para realizar aquele trabalho. A falta de motivação também se manifesta quando o professor já não encontra forças para levantar de manhã, e parece muito difícil até mesmo arrastar-se para a sala de aula diariamente.

3. Frustração, cinismo e emoções negativas

Quando sofre de Burnout, o professor não sente que seu trabalho importa ou vale alguma coisa. É como se tudo em seu ofício fosse uma grande desilusão. Nessas situações eles se sentem pessimistas o tempo inteiro – a sensação de fracasso é constante. Começam a achar qualquer coisa relacionada ao trabalho altamente frustrante e negativa. Ainda que seja comum sentirmos emoções negativas e frustrações na vida profissional de tempo em tempo, é importante perceber quando elas estão deixando de ser ocasionais e virando rotina.

4. Problemas Cognitivos

O estresse crônico causado pelo Burnout interfere nas habilidades do professor em se concentrar e prestar atenção no que está fazendo. Quando estressado, a atenção do indivíduo é direcionada aos elementos negativos que o indivíduo reconhece como ameaça. Até um certo ponto isso pode ser bom para reconhecermos que há algo errado ao redor, mas quando isso se prolonga por extensos períodos, o estresse acaba se tornando crônico, e o foco direcionado apenas para as coisas negativas dificulta a percepção do profissional em ver outras perspectivas, afetando suas habilidades em resolver problemas e tomar decisões, prejudicando até a memória, visto que não há espaço no cérebro já alienado para lembrar de coisas diferentes.

5. Queda no desempenho

Uma maneira efetiva de identificar o Burnout em um educador é comparando o desempenho de seu trabalho atual com o desempenho de trabalhos anteriores. O motivo: a síndrome se estabelece durante um longo período de tempo. Através dessa comparação de períodos, é possível identificar se o profissional está apenas numa má fase ou se ele se encontra num quadro de Síndrome de Burnout.

6. Problemas nas relações interpessoais

Este sintoma costuma aparecer de duas formas possíveis: a) Quando o profissional está enfrentando mais conflitos com outras pessoas (como discussões) do que o normal, ou b) O profissional se retrai, falando cada vez menos com as pessoas ao seu redor, se afundando na própria presença – como se mesmo fisicamente presente, ele não estivesse lá.

7. Ausência de cuidados pessoais

Algumas pessoas adotam hábitos nada saudáveis para tentar lidar com o Burnout, como beber e fumar demais, consumir café exageradamente para ter energia, alto nível de sedentarismo e ingestão de comidas calóricas como fast foods. Em casos mais extremos, o profissional chega à nem comer e não dorme as horas suficientes. Outro problema decorrente da ausência de cuidados pessoas é a auto-medicação, que pode acarretar ainda mais danos para a saúde de quem sofre com a síndrome de Burnout.

8. Preocupações com o trabalho… fora do trabalho

Outro sintoma da Síndrome de Burnout é quando apenas o pensamento de como será difícil o dia seguinte na sala de aula já deixa o professor estressado e sem energia, mesmo que esse pensamento venha quando ele está em casa ou em algum momento pessoal. O cansaço mental é tanto que nem nas horas de descanso, destinadas à se recuperar do estresse diário, o profissional consegue se desligar da ideia negativa que tem de seu trabalho.

9. Satisfação reduzida

A tendência é que o professor afetado pela Síndrome de Burnout sinta-se cada vez mais infeliz e insatisfeito com sua carreira, levando essa insatisfação para sua vida pessoal dentro de casa. Ele pode sentir a clássica sensação de “peixe fora d’água”, desmotivado demais para participar de qualquer discussão ou conversa à respeito do que acontece em sua casa, sua região, suas atividades sociais.

10. Problemas de saúde

Além da ausência de hábitos saudáveis, outro sintoma da Síndrome de Burnout é, após um longo período de tempo, desenvolver problemas sérios de saúde em decorrência do estresse crônico, como complicações intestinais e digestivas, doenças no coração, depressão e obesidade.

Se você reconhece mais de três sintomas acima nos professores de sua escola ou em si mesmo, o Dr. Ballard recomenda que o indivíduo atingido pela síndrome leve o relaxamento mais a sério, seja com a meditação ou através de atividades como escutar música, ler um livro ou caminhar, e realmente reservar um tempo do seu dia para isso. O importante é ter tempo para fazer o que gosta.

Outra dica de como enfrentar o Burnout é cultivando hábitos e paixões fora do âmbito profissional, como ginástica, trabalho voluntário ou culinária. Além de desafiadora, tal atitude vai instigar a pessoa a se conhecer mais, descobrindo novos  prazeres que lhe relaxem, permitindo que ele finalmente se desligue das questões relacionadas ao trabalho.

Dicas mais simples como preservar suas horas de sono e dormir o suficiente, se organizar, manter-se atento aos assuntos que lhe dizem respeito e focar mais em si do que nos outros também são válidas de pôr em prática. Caso o docente continue sofrendo ou não apresente melhora (nem vontade de melhorar), é o caso de se buscar ajuda profissional com psicólogos.

Você já teve alguma experiência com a Síndrome de Burnout para compartilhar conosco?