10 livros que todo professor, estudante de pedagogia ou de licenciaturas precisa ler em 2021!

10 livros que todo professor, estudante de pedagogia ou de licenciaturas precisa ler em 2021!

Muitos professores de todo o Brasil nos pedem indicações de obras para suas leituras, principalmente quando concluímos um curso aqui na Escribo. Pensando nisso, montamos uma lista com 10 indicações de livros feitas por parceiros da Escribo, pesquisadores educacionais e educadores com ampla experiência e produção literária. Boa leitura!

Criar Leitores – para professores e educadores, de José Morais

Indicado pelo neurocientista Augusto Buchweitz
Criar Leitores ensina aos professores, educadores, pais e profissionais de saúde o que acontece no cérebro da criança quando ela aprende a ler. O autor se aprofunda nos processos cognitivos e nas diversas etapas de aprendizagem percorridas até a alfabetização; explica como surgem as dificuldades na infância e recomenda intervenções e abordagens pedagógicas para superar esses obstáculos. Esse livro é baseado em evidências científicas importantes reconhecidas por todo o mundo.

O português José Morais, autor do livro, é doutor em Desenvolvimento da Cognição e Psicolinguística e professor emérito da Universidade Livre de Bruxelas. Ele é um dos maiores especialistas do mundo em alfabetização, e já trabalhou com políticas públicas educacionais para Portugal e França. Obtenha o livro na Amazon neste link.

Formando Mais que Um Professor, de Elizabeth Green

Indicado pelo gerente no Todos Pela Educação Gabriel Corrêa
O que é preciso para ser um bom professor? O livro
Formando Mais que Um Professor apresenta diversas abordagens práticas, adotadas pelos melhores professores no mundo todo, para que as crianças prestem atenção e aprendam ainda mais. Unindo novas pesquisas de psicologia cognitiva à experiência de professores, a autora também explica como os professores devem se preparar antes de entrar em aula; como conquistar o interesse das crianças e como a professora pode fortalecer os conteúdos da sua disciplina.

O livro foi escrito por Elizabeth Green, uma experiente jornalista especializada em educação, com passagens nos principais jornais americanos. Essa obra mostra como ensinar é um processo complexo e cheio de nuances e como as famílias também podem descobrir as reais necessidades dos filhos em sala. Adquira este livro neste link.

País Mal Educado, de Daniel Barros

Indicado pela pesquisadora da FGV-RJ e de Harvard Claudia Costin
Os leitores podem se aprofundar em uma realidade já conhecida, no livro País Mal Educado: uma quantidade enorme de crianças e adolescentes brasileiras aprende pouco ou quase nada em sala de aula. O autor faz uma série de pesquisas, entrevistas e investigações em sala de aula para nos mostrar as falhas mais graves do sistema educacional brasileiro e como elas podem ser corrigidas. 

O brasileiro Daniel Barros é jornalista, mestre em administração pública pela Universidade Columbia, em Nova York, e conquistou diversos prêmios jornalísticos, como o  Esso, na categoria Educação, em 2014. O livro está disponível na Amazon.

Algoritmos para viver: a ciência exata das decisões humanas, de Brian Christian e Tom Griffiths

Indicado pelo pesquisador e jornalista da CNN Brasil Rodrigo Maia
Quando alguém fala de algoritmos, geralmente pensamos em programas de computador. Mas Algoritmos para viver explica justamente que eles fazem parte das nossas vidas e nos ajudam a realizar diferentes tarefas desde a Idade da Pedra. O livro explica de forma didática problemas matemáticos conhecidos, de onde surgiram e como funcionam vários algoritmos.

Com base em entrevistas com especialistas e pesquisas multidisciplinares, o jornalista Brian Christian e o professor de psicologia e ciência cognitiva Tom Griffiths exploram esse lado da matemática que governa cada vez mais o nosso dia a dia. Adquira o livro aqui.

Planejamento para a Compreensão: Alinhando Currículo, Avaliação e Ensino por Meio da Prática do Planejamento Reverso, de Grant Wiggins e Jay McTighe

Indicado pelo presidente do Instituto Singularidades Alexandre Schneider
Planejamento para a Compreensão
explica o conceito de planejamento reverso. Dentro dessa visão, as escolas e professoras podem criar um planejamento curricular que facilite a aprendizagem e crie uma experiência mais atrativa e envolvente tanto para alunos como para professores. Para isso, o livro se propõe a responder perguntas como o que é compreensão; o que é conhecimento; e como criar uma planejamento que traga resultados. 

Os autores Grant Wiggins (1950-2015) e Jay McTighe são referências em educação nos EUA. Wiggins era doutor em educação pela Harvard University e foi consultor em diversas escolas estaduais e nacionais, e em parceria com o professor McTighe, escreveram juntos diversos livros na área de educação. Para adquirir este livro, toque aqui.

O Eduquês em Discurso Direto, de Nuno Crato

Indicado pelo neurocientista Augusto Buchweitz
Quando o assunto é educação, precisamos fugir do clichê e do lugar-comum e buscar o que realmente funciona. Essa é a proposta do livro O
Eduquês em Discurso Direto, do professor Nuno Crato. Com base em evidências da psicologia e da pedagogia, o autor faz uma crítica a expressões como “aprender a aprender” ou “ensino centrado no aluno”, e como os profissionais da educação precisam se atualizar e ir além desses conceitos para que as crianças aprendam mais e melhor.

Também português, o economista Nuno Crato é doutor em matemática aplicada pela Universidade de Delaware (EUA), onde foi pesquisador e lecionou por anos. Como ministro da Educação e Ciência de Portugal, entre 2011 e 2015, coordenou uma das reformas educacionais mais importantes para o país. A edição mais recente está disponível na Amazon neste link.

Educação em Debate, do Todos pela Educação (2018)

Indicado pelo gerente no Todos Pela Educação Gabriel Corrêa
Organizado em 46 artigos, o livro Educação em Debate mostra quais os principais desafios para a educação entre os anos de 2019 e 2022. Especialistas de áreas como Pedagogia, Sociologia, Psicologia apresentam propostas de políticas públicas para a melhoria da qualidade do sistema de ensino brasileiro.

O livro foi produzido pelo Todos Pela Educação e pela Fundação Santillana / Editora Moderna. Baixe o livro gratuitamente neste link.

Líderes na Escola, de Antônio Góis

Indicado pela pesquisadora da FGV-RJ e de Harvard Claudia Costin
Líderes na Escola
apresenta uma série de experiências que o autor Antônio Góis conheceu de perto em escolas públicas de educação básica no Brasil, Chile, México, EUA, Canadá e Singapura. Esses países foram escolhidos por terem muitas semelhanças com o momento atual brasileiro ou por adotarem sistemas considerados mais evoluídos, quando o assunto é políticas de gestão escolar.

O autor, Antônio Góis, é jornalista especialista em educação e colunista do jornal O Globo. O livro foi publicado gratuitamente pela Fundação Santillana / Editora Moderna (baixe aqui).

Como as democracias morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Indicado pelo pesquisador e jornalista da CNN Brasil Rodrigo Maia
O livro
Como as democracias morrem nos faz uma pergunta: democracias tradicionais podem deixar de existir? Para tentar respondê-la, os autores Steven Levitsky e Daniel Ziblatt analisam a eleição de Donald Trump, ex-presidente controverso dos Estados Unidos, e o que ela tem em comum com a ascensão de Hitler, de ditaduras militares na América Latina, e diversos outros acontecimentos históricos. Podem parecer assuntos muito distantes, mas eles têm muito a ver.

Steven Levitsky e Daniel Ziblatt são cientistas políticos e professores conceituados da Universidade de Harvard, nos EUA. Eles criaram essa obra que é muito importante para entender o momento histórico que vivemos no Brasil e no mundo, e que nos ensina por que precisamos proteger a democracia de ataques e ameaças. Toque aqui para obter o livro.

A menina da montanha, de Tara Westover

Indicado pelo gerente no Todos Pela Educação Gabriel Corrêa
O livro conta a história da americana Tara Westover, que tinha 17 anos quando entrou pela primeira vez em uma sala de aula. A família dela estava sempre se preparando para o fim do mundo – por influência do pai. Além de desconfiar das escolas, ele também desconfiava de médicos, por isso Tara nunca passou por uma consulta. Mesmo com todas as dificuldades, ela consegue estudar e alcançar cada vez mais conquistas por meio da educação.

A menina da montanha é um relato autobiográfico sobre a busca da Tara por uma nova identidade e sobre o potencial que a educação tem de transformar vidas. É uma história sobre relações familiares e sobre as dificuldades e dores de desfazer esses laços. Adquira neste link.

Bônus!

Separamos algumas obras que podem interessar pelas histórias contemporâneas, curiosidades ou lições de vidas vividas pelos autores e personagens.

O Alienista, de Machado de Assis

Indicado pelo presidente do Instituto Singularidades Alexandre Schneider
Um clássico da literatura brasileira, esse conto de Machado de Assis continua sendo uma das observações mais importantes dos danos que uma pessoa má intencionada ou má instruída pode causar se utilizando da ciência. É uma história surpreendente e traz um debate muito atual sobre desvios e normalidade, loucura e razão, comédia de costumes e sátira política. O Alienista está disponível gratuitamente no site Domínio Público (baixe aqui).

O Louco de Palestra, de Vanessa Bárbara

Indicado pelo diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann Daniel de Bonis
A autora Vanessa Barbara escreveu uma série de crônicas sobre o bairro paulistano do Mandaqui, e sobre as diferentes personalidades que vivem e andam pelas ruas locais. Na crônica que dá nome ao livro, ela fala sobre o “louco de palestra”, aquela pessoa meio desligada da realidade que volta e meia fala alto, comenta e atrapalha palestras, seminários ou debates. Adquira aqui.

Como me descobri negra, da Bianca Santana

Indicado pelo diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann Daniel de Bonis
“Tenho 30 anos, mas sou negra há dez. Antes, era morena.” É com essa frase que a autora Bianca Santana começa uma série de reflexões sobre experiências pessoais ou que ela ouviu de outras mulheres e homens negros. Ela explora esse conceito de se entender como pessoa negra e como isso é afetado pelo racismo vivido no dia a dia por essas pessoas. Toque aqui para obter este livro.

Risque esta palavra, da Ana Martins Marques

Indicado pelo diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann Daniel de Bonis
Livro de poesias no qual a autora Ana Martins Marques cria uma espécie de diário de memórias afetivas, e o poder que as palavras têm para transformar essas lembranças. Disponível neste link.

Pesquisa revela que professores(as) ensinam mais e melhor fazendo os cursos da Escribo! | Aprendizagem Online

Pesquisa revela que professores(as) ensinam mais e melhor fazendo os cursos da Escribo! | Aprendizagem Online

Mais uma conquista para você que faz a Escribo! Nesta quarta-feira (07/04/2021), divulgamos um estudo que comprovou a eficácia do nosso curso Aprendizagem Online e como ele contribuiu para o desenvolvimento profissional dos(as) professores(as) e profissionais da educação. Os resultados foram divulgados em uma transmissão ao vivo do congresso internacional 2021 Biennial Meeting, da Society for Research in Child Development.

Na pesquisa, identificamos que os(as) participantes do curso avançaram 62% a mais na sua autoconfiança para ensinar online, em comparação com as que não fizeram nossa formação. Outro destaque do curso Aprendizagem Online é que ele obteve a terceira maior taxa de conclusão quando comparado com outros 217 cursos massivos online abertos.

Terceira maior taxa de conclusão em comparação a outros 217 cursos massivos online abertos (MOOCs).

O curso ensinou a professores(as), coordenação, direção e equipe de apoio técnico conhecimentos e as ferramentas necessárias para implementar a educação online nas escolas. A proposta veio com o cenário de distanciamento social, na qual muitas escolas precisaram  mudar o foco para além da sala de aula enquanto ofereciam uma educação de alta qualidade às crianças.

As escolas compreenderam os processos de ensino e aprendizagem mediados por tecnologias digitais, assim, as crianças seguiram estudando de casa, em um esforço de fortalecer o aprendizado e diminuir os impactos da pandemia pelo Covid-19 no desenvolvimento dos pequenos. Para mais informações, acesse o site do congresso!.

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Texto de Danilo Aguiar / Americo Amorim

O que a Escribo vem fazendo desde o início da pandemia?

O que a Escribo vem fazendo desde o início da pandemia?

Desde março de 2020, muita coisa mudou para as famílias, crianças, escolas e profissionais da educação. A Escribo também se transformou, reformulando práticas, ouvindo as pessoas e inovando ainda mais para atender às necessidades dos nossos parceiros e parceiras. Por isso, fizemos uma linha do tempo com as principais atividades que tivemos antes, durante e com foco no pós-pandemia do novo coronavírus. 

Na primeira quinzena de março de 2020, tivemos uma importante descoberta: o uso de jogos digitais de consciência fonológica, na educação infantil, pode aumentar a aprendizagem de leitura das crianças em 68% e de escrita em 48%. Essa evidência foi encontrada em um estudo com 749 crianças e 62 professores(as) de 17 escolas brasileiras.

Foi o maior experimento randomizado controlado já feito em escolas da educação infantil do Brasil. Ele foi publicado em um artigo feito junto com pesquisadores da Johns Hopkins University no Educational Researcher (em inglês), o periódico mais lido por pesquisadores educacionais dos EUA.

Na segunda quinzena de março de 2020 e em todo o mês de abril, a Escribo intensificou o projeto para apoiar os estudantes ainda mais no início da pandemia, com o envio de três jogos por semana. Durante esse período, oferecemos uma formação baseada em evidências científicas que foi capaz de fortalecer o conhecimento tecnológico das professoras e aumentou a autoconfiança delas para trabalhar online em 62%.

Após a retomada das atividades das escolas (na modalidade online), continuamos trabalhando em conjunto pelo aprendizado das crianças, apoiando-as no envio dos jogos. Para estimular o uso dos jogos em casa na pandemia, quando muitas famílias estavam trabalhando e não tinham tempo para orientar seus filhos, fizemos vários investimentos: 

  1. Mais de 200 jogos novos foram criados para o ensino fundamental.
  2. Contratamos uma atriz e fizemos a narração de 200 jogos da educação infantil. 
  3. Pesquisamos, fizemos a curadoria e inserimos vídeos educativos em 40 jogos críticos das áreas de linguagem e matemática.
  4. Construímos 160 jogos bilíngues.

Ainda em 2020, visando a fortalecer os planejamentos das professoras para 2021, oferecemos de novembro a dezembro o curso Reading Science, com a participação dos maiores pesquisadores educacionais do mundo (Harvard, Stanford, Johns Hopkins, etc.). As professoras que fizeram este curso avançaram 2,3x mais no seu conhecimento sobre como as crianças aprendem a ler e escrever do que a média das outras formações de professores.

Em janeiro de 2021 promovemos o curso Blended Learning, trazendo as práticas mais eficazes de ensino híbrido. Através dele as professoras puderam estruturar melhor suas estratégias e atividades para 2021. No mês seguinte, em fevereiro de 2021, promovemos o curso Consciência Fonológica na Prática, destinado a aperfeiçoar as técnicas de ensino que garantem uma alfabetização mais lúdica e efetiva, que começa na educação infantil.

Em abril de 2021, tivemos o curso gratuito Matemática Baseada em Evidências. Durante cinco dias, abordamos as melhores práticas do ensino de matemática segundo a neurociência, e vimos como criar planos de aula para engajar e ensinar as crianças a resolverem problemas matemáticos de forma fácil e intuitiva.

E finalmente, no mês de maio de 2021 iniciamos o curso Gestão do Aprendizado Baseada em Evidências. Uma vez por semana, durante 5 semanas, conversamos sobre como estimular o engajamento das famílias; acompanhar e fortalecer o aprendizado; personalizar o ensino desde a educação infantil; fortalecer os relatórios e devolutivas e planejar aulas e conteúdos para os próximos meses.

Ao fim do primeiro semestre deste ano, atualizamos a funcionalidade de envio jogos como atividades pelo Escribo Play com o agendamento por grupo de alunos. Dessa forma, as professoras podem personalizar ainda mais o uso dos jogos pedagógicos de acordo com as necessidades de cada criança ou grupos de crianças em uma mesma turma.

Outra função liberada é que a professora agora pode ter acesso ao relatório individual de cada aluno através do menu Desempenho do Escribo Play. Também fizemos melhorias no desempenho e no tempo de sincronização dos dados, aumentando a velocidade de carregamento. 

Contem conosco para trabalharmos juntos em prol do desenvolvimento das crianças. E não deixe de tocar no sininho ao lado para receber as principais novidades do Blog da Escribo. Para saber mais sobre a Escribo, mande um e-mail para [email protected] ou envie uma mensagem para o nosso WhatsApp. Grande abraço!

Autismo: o que é e como montar planos de aula que usem jogos pedagógicos como os do Escribo Play para estimular o aprendizado das crianças do espectro

Autismo: o que é e como montar planos de aula que usem jogos pedagógicos como os do Escribo Play para estimular o aprendizado das crianças do espectro

Para conscientizar e promover metodologias ativas de aprendizagem eficaz, a psicopedagoga Ana Cláudia Albuquerque (@acreditareducacao), professora e especialista em Educação Especial, conversou conosco sobre o autismo infantil e como os jogos pedagógicos podem fortalecer o aprendizado da criança com autismo.

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Você tem dúvidas sobre o que é o autismo?
Como planejar e estimular o aprendizado de crianças autistas?
Utilize jogos pedagógicos do Escribo Play para estimular o aprendizado de crianças autistas

Você tem dúvidas sobre o que é o autismo?

O primeiro vídeo fala sobre o que é esse transtorno, quais as diferenças entre autismo leve, moderado ou grave, e suas principais características associadas – como por exemplo a síndrome de Asperger e TDAH.

Como planejar e estimular o aprendizado de crianças autistas?

De forma lúdica, os jogos estimulam as crianças e dão informações relevantes sobre o desenvolvimento delas. Com os jogos, os(as) professores(as) podem montar planejamentos de aula que incluam as abordagens práticas que atendam às necessidades de crianças com diferentes graus de autismo. Assista o comentário da professora Ana Cláudia sobre o tema.

Utilize jogos pedagógicos do Escribo Play para estimular o aprendizado de crianças autistas

No último vídeo desta série, aprenda a usar o Escribo Play para estimular e acompanhar o aprendizado das crianças do espectro autista. A conversa foi entre a psicopedagoga Ana Cláudia Albuquerque e a pesquisadora educacional Dra. Lídia Cerqueira. Assista!

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Timothy Shanahan: Cinco coisas que todo(a) professor(a) deve saber sobre o ensino de vocabulário

Timothy Shanahan: Cinco coisas que todo(a) professor(a) deve saber sobre o ensino de vocabulário

Um professor me perguntou: “qual é a melhor maneira de ensinar e fazer com que os alunos desenvolvam um bom  vocabulário?”

Minha reação inicial a essa pergunta não foi exatamente o que eu chamaria de “útil”.

A pergunta foi feita por alguém que havia acabado de conhecer o meu blog. Respondi dizendo que já escrevi sobre o tema várias vezes e, se ela pesquisasse meus posts, encontraria uma resposta para sua pergunta.

Mas pensei duas vezes e decidi ser um pouco mais flexível. Ainda não tinha pensado em escrever um post para o blog. Imaginei que seria mais legal indicar alguns links específicos meus para que a pessoa não tivesse que pesquisar ela mesmo.

Fiquei surpreso quando não consegui encontrar muitas respostas para essa questão, que é muito interessante e pedagógica. Eu já escrevi algumas coisas sobre vocabulário e incluí recursos de vocabulário no blog, mas não há uma resposta clara e direta do que funciona no ensino de vocabulário. Vamos resolver isso agora.

Primeiro, alguns comentários.

Ao longo dos anos, aprendi que nem todas as palavras são iguais. Por exemplo, algumas palavras são mais úteis que outras. Saber o significado de “maledicência” provavelmente compensa menos do que saber “vergonha”, no dia a dia.

Os leitores precisam saber as palavras que os autores usam. Nosso tempo é curto, então vamos usá-lo para ensinar palavras que abrem mais portas e estimulem a compreensão de textos entre os seus alunos.

Algumas palavras são aprendidas mais facilmente do que outras. Eu aprendi sozinho a ler em francês, um idioma que não falo (mas estou tentando falar, apesar disso). Pesquisar uma ou outra palavra desconhecida no dicionário parece o suficiente para que ela vire parte do meu vocabulário. Mas há também algumas palavras que precisei pesquisar dezenas de vezes.

Os(as) professores(as) precisam reconhecer (e ter paciência com) essa grande desigualdade – não apenas entre as crianças no geral, mas também com a experiência de cada aluno.

Outro ponto é saber a diferença entre vocabulário e conceito. O vocabulário se refere aos rótulos que damos a determinados temas e ideias, enquanto os conceitos são as ideias às quais esses rótulos se referem. Uma palavra como “cintilar” será facilmente aprendida por crianças que já perceberam como a luz brilha, ao contrário das que não perceberam. Caso o problema seja a existência de limitações no vocabulário, o trabalho pode ser feito praticamente todo de forma verbal, mas se for falta de conceito, somente ler as palavras não será o suficiente.

Por fim, grande parte do nosso vocabulário é formada fora do ensino formal. Aprendemos palavras em conversas, consumindo informações na mídia (assistindo à televisão, por exemplo), observando nossos arredores, lendo bastante e assim por diante. Assim descobrimos tantas palavras que alguns estudiosos chegaram a zombar do valor do ensino tradicional. No entanto, pesquisas mostram que o ensino de vocabulário pode melhorar enormemente a compreensão de leitura.

Um ensino eficaz de vocabulário traz alguns princípios fundamentais.

1. Concentrar-se em significados ricos, não apenas em definições de dicionário.

Muitas vezes, o ensino de vocabulário se resume a crianças copiando definições do dicionário. Mas pesquisas recentes identificaram várias abordagens pedagógicas que superam qualquer aprendizado que possa resultar dessas cópias.

Uma dessas abordagens fundamentais é sugerir aos(às) estudantes que trabalhem com definições ou explicações mais extensas ou complexas dos significados das palavras – como as explicações dadas em enciclopédias (ex: Wikipedia) em vez das dispostas no dicionário, por exemplo.

Quando eu ensino vocabulário, geralmente faço com que as crianças tentem escrever várias respostas diferentes para a definição de uma mesma palavra:

  1. Definição de dicionário
  2. Sinônimos para a palavra
  3. Antônimos (se houver)
  4. Parte do discurso
  5. Classificação (a que grupo semântico a palavra pertence, como ferramentas ou formas de falar)
  6. Comparação (é como ______, mas diferente porque ______)
  7. Exemplos da vida real
  8. Versão gráfica ou visual (desenhos, figuras, representações)
  9. Atuação (teatrinho)

Quando você sugere nove explicações diferentes para a mesma palavra, é mais provável que se lembre dela (claro, podemos fazer mais do que apenas essas nove se quisermos incluir analogias, relações parte-todo e outras abordagens).

2. Enfatizar as conexões entre as palavras.

Muitas propostas pedagógicas sobre vocabulário ensinam palavras por categoria, como por exemplo nas áreas da saúde e medicina ou sobre transporte. Inclusive, há pesquisas que comprovam a eficácia de algumas dessas propostas. Apesar disso, estudos direcionados especificamente a esse aspecto do ensino sugerem que o aprendizado de palavras é mais lento, e o trabalho extra para dominar esses conjuntos de palavras não compensa.

E, ainda assim, evidências revelam que as palavras estão organizadas em nossas cabeças como várias redes, e não como definições de dicionário, isoladas. Quando você se lembra de uma palavra, extrai da memória uma infinidade de ideias relacionadas – qualidades, formas de uso e sinônimos relacionados a essa palavra.

Comece a pensar em caminhões a diesel e palavras como “roda”, “pneu”, “caminhão”, “gasolina” e “rodovia” não demoram a aparecer.

Há casos em que é necessário trabalhar ao mesmo tempo grupos de palavras distintos mas relacionados, como quando as crianças estão aprendendo sobre as estruturas das células ou dos átomos. Essas eu deixo passar, já que nesses casos provavelmente serão acompanhadas de uma análise muito mais aprofundada dos conceitos.

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Também acho que é bastante razoável estimular as crianças a pensarem sobre as palavras cujos conceitos elas já podem ter dominado. Vincular uma nova palavra a um conceito é muito diferente de tentar aprender e vincular uma coleção inteira de palavras.

Eu evitaria trabalhar pletora, escassez, cornucópia, suficiente, abundância e liberal juntos, como fazem alguns programas educacionais. O ideal é trabalhar essas palavras ao longo do tempo, à medida que forem aprendidas pelas crianças e, posteriormente, teremos crianças comparando as ideias ou adaptando o uso dos termos.

Uma professora que conheço pede que os(as) estudantes classifiquem o vocabulário semanalmente em pastas no quadro de avisos e, quando uma pasta acumula várias palavras relacionadas, elas revisitam como um conjunto.

3. Promover o uso do vocabulário.

Não basta as crianças estudarem o significado das palavras. Elas também precisam aprender a usá-las ao ler, escrever, falar e ouvir as outras pessoas. O ensino deve criar oportunidades para as crianças usarem as palavras em todos esses contextos.

Por exemplo, essa ampliação do vocabulário pode ser realizada por grupos de crianças trabalhando em conjunto para criar múltiplas definições de palavras. Esse tipo de cooperação exige que as crianças conversem entre si sobre as palavras. Eu, por exemplo, costumo passar uma pequena lista de palavras para cada grupo e peço que ensinem uns aos outros as palavras que seus grupos estudaram… Ou seja, é importante promover mais atividades para eles falarem e ouvirem.

Pode-se recompensar as crianças por usarem o vocabulário estudado na escrita – e isso pode ser feito de várias maneiras.

As pesquisadoras educacionais Isabel Beck e Moddy McKeown criaram os “assistentes de palavras”, que davam às crianças pontos extras em vocabulário se pudessem trazer evidências de que exploraram ou usaram as palavras escolhidas na tarefa. As crianças ficam muito animadas ao se depararem com algumas das palavras aprendidas quando assistem televisão ou jogam seu joguinho favorito.

4. Revisar o vocabulário é importante.

É comum o(a) professor(a) ensinar vocabulários por diversos gêneros textuais mas demorar muito a incentivar as crianças a exercitarem as novas palavras descobertas. Pode ser difícil aprender o vocabulário se você não tem muitas oportunidades de usá-lo. 

Há muitas maneiras de lidar com o vocabulário, como por exemplo dedicar um dia por semana para trabalhar apenas com palavras que foram ensinadas (e aprendidas) no passado – ou até semanas inteiras podem ser dedicadas a isso, ao longo do ano.

Gosto muito de incluir palavras ensinadas nas últimas semanas nos testes de vocabulário. Pedir que as crianças façam anotações sobre o vocabulário também pode ajudá-las a melhorar a escrita durante essas revisões.

Outra maneira de garantir que crianças aprendam as palavras é ver quantos termos a mais elas podem construir morfologicamente, adicionando prefixos, sufixos ou alterando partes da fala e assim por diante. 

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5. Estimular os alunos a “adivinhar” o significado de certas palavras

Muitas vezes, as crianças aprendem novos vocabulários por acaso, inclusive fora do ambiente escolar. No entanto, nem todas as crianças aprendem com a mesma facilidade e, mesmo para quem é mais fácil, ainda pode ser uma tarefa difícil e que exige muitas oportunidades de usar uma mesma palavra para que ela seja de fato aprendida.

Uma coisa que podemos fazer para ajudar a desenvolver uma “consciência sobre as palavras” entre nossos(as) alunos(as) é envolvê-los(as) na identificação de palavras desconhecidas quando leem “por vontade própria”, fora do contexto de ensino-aprendizagem – e incluir essas palavras nas atividades da sala de aula. Quando as crianças se acostumam com eventuais faltas no vocabulário, é mais provável que tentem resolver essas lacunas enquanto leem. As crianças também ficarão mais motivadas se puderem sugerir o que querem aprender em sala de aula.

Metanálise: revisitar o passado é essencial para inovar na educação do presente

Metanálise: revisitar o passado é essencial para inovar na educação do presente

Para a ciência, ainda é um mistério por que algumas pessoas aprendem facilmente a ler e outras, não. Esse é o objetivo das pesquisas de Arne Lervag, professor na Universidade de Oslo que estuda o desenvolvimento das habilidades de leitura. Neste vídeo, ele fala da importância de experimentos controlados e do uso da metanálise para ajudarmos a essas pessoas. 

Segundo o professor, as meta-análises cruzam e analisam dados educacionais já obtidos por diferentes métodos para revelar novas oportunidades de ações positivas nas escolas. O desafio é que a forma de inserir essas evidências no dia a dia dos(as) professores(as) pode variar a cada salas de aula. Cada caso é único!

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