TOP GUN Maverick: as 8 lições de Tom Cruise sobre como ensinar quando sabemos que só quem aprender irá sobreviver

Eu tinha 30 anos e quase morri ao realizar meu sonho de criança. Tinha terminado o curso e comprado meu próprio teco-teco. Era vermelho e preto, com uns 15 anos de idade. Eu tinha aprendido a voar em outro ultraleve, e precisava me adaptar a forma de voar do meu. Fiz vários voos com Xavier, meu instrutor, e quando senti que já dominava a máquina, era a hora de voar solo (sozinho).

No manual dizia que se fosse voar solo, deveria instalar um peso de 20kg na cadeira do passageiro para ajustar o centro de gravidade. Comentei com Xavier e ele disse para não me preocupar. Fiz a checagem do avião, me prendi no cinto de segurança, senti aquele cheiro bom de gasolina de aviação, e dei partida. Fui levando com todo cuidado o Fox V5 para a pista. Naquele momento me lembrei de quando era criança.

Na minha escola, eu era o primeiro a escutar o som de uma aeronave se aproximando, e já dizia para meus amigos: “lá vem um…” e completava com o modelo, geralmente um 737, huey, esquilo, ou Xavante. Depois saíamos correndo para olhar e eu dizia “tá vendo, acertei!”. Acho que Sérgio e Pietro sabiam quando eu errava, mas não diziam, e assim eu continuava me achando o TOP GUN.

Fox V5 voando. Foto: Marco Gouveia

TOP GUN Maverick é um show para aviadores, mas também apresenta lições importantes para quem ensina crianças, jovens e adultos.

O Maverick, personagem principal, sempre foi um piloto genial e agressivo. Já perto do fim da carreira, ele recebe ordem para treinar um grupo de pilotos jovens para uma missão quase suicida. Vale a pena assistir. Aqui eu coloco alguns pontos que você poderá observar:

  1. Utilizando todas as informações disponíveis, o professor Maverick faz o planejamento da missão. Ele precisa que o objetivo seja atingido, e que todos os estudantes voltem sãos e salvos para casa.
  2. Logo na primeira aula, o “professor” lembra os estudantes que é preciso ir além da teoria, praticando muito o que se precisa aprender. 
  3. Ainda no primeiro dia eles decolam e o professor faz um diagnóstico das forças e fraquezas de cada estudante, para saber o que precisa ser estimulado.
  4. Depois começam a trabalhar em cada etapa da missão. O professor observa e mede o desempenho de cada um, dando feedback para que possam melhorar.
  5. Quando percebe que os estudantes estão muito competitivos, ao invés de trabalharem como um time, o professor leva o grupo para uma atividade esportiva e recreativa, estimulando laços de amizade.
  6. No momento em que o diretor e os próprios alunos duvidam de sua capacidade, dizendo que seria impossível fazer a missão com o planejamento criado pelo professor, o Maverick sobe no avião e tenta mostrar como cada etapa pode ser feita.
  7. Durante as atividades práticas, o professor cria situações para que os estudantes inseguros fortaleçam sua autoconfiança.
  8. O professor Maverick tem um senso de dever que é maior que ele, estando disposto a ir até o fim junto com os estudantes.

Espero que você sempre lembre desses ensinamentos do Maverick, pois eles podem ser aplicados nas nossas escolas. 

Ahh, e sobre o primeiro voo solo no Fox V5? Alinhei na pista e dei potência máxima no motor. O aviãozinho subiu como um foguete, afinal eu estava voando sozinho, e quanto menos peso, mais eles voam. E aí meus problemas começaram.

Logo percebi que o ângulo de subida estava muito grande, e comandei o manche para baixar um pouco o nariz. Para minha surpresa, o avião embicou para baixo. Não fazia sentido aquele movimento tão brusco. Puxei o manche suavemente para colocar o nariz do avião para cima, e ele imediatamente subiu com uma agressividade que eu nunca tinha visto. Algo estava errado. Eu ainda estava sobre a pista e tomei a decisão de voltar e pousar o mais rápido possível.

Hora subia demais e depois descia demais, mas consegui nivelar. Fiz a curva à direita para voltar e quando olhei para os instrumentos, já tinha atingido a velocidade estrutural. Exceder a velocidade máxima significa autodestruição (morte!). Reduzi o motor e mantive o olho na pista pensando em como faria a outra curva para o pouso. Quando olhei novamente para o velocímetro, a velocidade estava no mínimo (stall também é mortal). Dei + potência. Essa “briga” com o motor durou o voo todo. 

Qualquer rajada de vento me jogava para cima e para baixo, ainda bem que eu havia prendido direitinho o cinto de segurança. Pouco depois chegou a hora de fazer a curva e entrar na reta final. Ainda lutava para manter o ultraleve em voo controlado (cima/baixo, esquerda/direita, potência do motor).  Fiz uma aproximação de emergência, entrei pela diagonal, passei por cima da cabeceira da pista ainda muito rápido, mas consegui reduzir a velocidade mantendo um mínimo de controle do avião, depois ele tocou a pista e não quebrou-se. UFA!!

Fui lentamente com ele até a porta do hangar. Desliguei o motor. Agradeci a Deus por estar vivo. Não tinha entendido direito o que tinha acontecido, mas sabia que tinha tido muita, muita sorte. Guardei o ultraleve enquanto minhas mãos e pernas tremiam.  

Depois, com calma, pensando no que poderia ter acontecido, me lembrei do tal lastro de 20 kg. Liguei para o antigo dono do ultraleve e perguntei se ele voava com ou sem o lastro. A resposta de Marco foi bem clara: “Américo, é impossível voar sem o lastro. O avião ficará incontrolável, e mesmo que você consiga pilotar, se o motor parar, você estará morto pois irá estolar”. Contei o que tinha acontecido e disse a ele que jamais pisaria no avião sem o lastro. Depois disso, nunca + desobedeci o manual da aeronave e acho que por isso ainda estou aqui escrevendo essa história. 🙂

Abraço,

Americo

Últimos dias para garantir seu exemplar autografado de A Professora da Alfabetização!

Últimos dias para garantir seu exemplar autografado de A Professora da Alfabetização!

Olá! O SABER 2022 foi um sucesso! Tivemos mais de 12 mil participantes. Espero que você tenha curtido! Agora que acabou, consegui reservar uma manhã da próxima semana para autografar livros A Professora. Na segunda-feira vamos começar a prepará-los.

Da tiragem inicial exclusiva, que vem numerada e chancelada, só temos 101 livros neste momento. Se você quer garantir o seu, é melhor comprar logo. Colocamos frete grátis e você ainda receberá o adesivo comemorativo “Eu Sou A Professora Baseada em Evidências”.

Mudando de assunto, queria te lembrar que você pode assistir às palestras do SABER 2022 e baixar os conteúdos extras até o dia 30/04. Lembre-se de registrar presença em todas as palestras que assistir antes de emitir o certificado. Site do evento: escribo.com/cursos.

Qualquer dúvida, por favor fale conosco no [email protected] ou envie uma mensagem para o nosso WhatsApp. Abraços!

 

Simpósio SABER traz evidências para fortalecer o aprendizado na educação infantil e ensino fundamental

Simpósio SABER traz evidências para fortalecer o aprendizado na educação infantil e ensino fundamental

Imagine poder aprender as estratégias didáticas que mais fortalecem o aprendizado com os pesquisadores das melhores universidades do mundo (Harvard, Stanford, Johns Hopkins e outras), em português! Esse é o objetivo do Simpósio de Aprendizado Baseado em Evidências e Referências (SABER), evento online gratuito que começou em 7 de março e vai até 6 de abril e traz palestras e minicursos com cientistas das áreas de Psicologia, Neurociência, Educação e Tecnologia.

Os minicursos são exclusivos para as escolas parceiras da Escribo e para as redes municipais que firmaram parceria com o SABER. A Escribo fez a doação de mais de 12 mil vagas para que professores e gestores escolares se capacitem gratuitamente no SABER com as lives e materiais de transposição didática. Profissionais de redes municipais de todas as regiões do país poderão aprender com alguns dos melhores pesquisadores do mundo.

Dentre os palestrantes convidados, Howard Gardner, da Universidade de Harvard e especialista em aprendizagem, abordará como ensinar para “A Geração dos Aplicativos”. Catherine Snow, também de Harvard, vai contar as últimas descobertas sobre “Como as crianças aprendem a ler”. Da Johns Hopkins, Yolanda Abel vai apresentar estratégias para engajar as famílias na vida escolar. A programação completa está disponível neste link.

Serão mais de 20 palestras transmitidas ao vivo de segunda a sexta-feira, sempre começando às 19h ou 20h, com dublagem em português, e que terão espaço para educadores(as) participantes tirarem dúvidas e interagirem.

O Simpósio é voltado a professores, coordenadores, gestores, supervisores, pesquisadores, estudantes e demais profissionais da educação. As palestras ficarão gravadas e disponíveis caso algum inscrito não possa assistir e participar ao vivo.

A programação também contará com minicursos inéditos sobre aprendizado de crianças atípicas e uso de jogos em sala de aula, onde também poderão interagir e trocar experiências no fórum de discussões. Após o evento, os participantes receberão certificado de conclusão com a carga horária correspondente às atividades que participaram.

Indicando outras pessoas a participarem do SABER, os inscritos poderão receber diversas ferramentas para fortalecer a formação profissional. Quanto mais convidados se inscreverem pelo link, mais benefícios receberão.

Veja mais informações e inscreva-se em escribo.com/promo – as inscrições seguem abertas gratuitamente, basta seguir o passo a passo informado na página e por e-mail para criar o acesso à plataforma do SABER. Com login e senha em mãos, o acesso às palestras é feito pelo link escribo.com/cursos. Dúvidas podem ser encaminhadas para o WhatsApp do SABER, no 81 98102-4774.

O SABER tem apoio de projetos de inovação fomentados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), Financiadora de Estudos e Pesquisas (FINEP) e da Escribo.

10 livros que todo professor, estudante de pedagogia ou de licenciaturas precisa ler em 2021!

10 livros que todo professor, estudante de pedagogia ou de licenciaturas precisa ler em 2021!

Muitos professores de todo o Brasil nos pedem indicações de obras para suas leituras, principalmente quando concluímos um curso aqui na Escribo. Pensando nisso, montamos uma lista com 10 indicações de livros feitas por parceiros da Escribo, pesquisadores educacionais e educadores com ampla experiência e produção literária. Boa leitura!

 

Criar Leitores – para professores e educadores, de José Morais

Indicado pelo neurocientista Augusto Buchweitz
Criar Leitores ensina aos professores, educadores, pais e profissionais de saúde o que acontece no cérebro da criança quando ela aprende a ler. O autor se aprofunda nos processos cognitivos e nas diversas etapas de aprendizagem percorridas até a alfabetização; explica como surgem as dificuldades na infância e recomenda intervenções e abordagens pedagógicas para superar esses obstáculos. Esse livro é baseado em evidências científicas importantes reconhecidas por todo o mundo.

O português José Morais, autor do livro, é doutor em Desenvolvimento da Cognição e Psicolinguística e professor emérito da Universidade Livre de Bruxelas. Ele é um dos maiores especialistas do mundo em alfabetização, e já trabalhou com políticas públicas educacionais para Portugal e França. Obtenha o livro na Amazon neste link.

 

Formando Mais que Um Professor, de Elizabeth Green

Indicado pelo gerente no Todos Pela Educação Gabriel Corrêa
O que é preciso para ser um bom professor? O livro
Formando Mais que Um Professor apresenta diversas abordagens práticas, adotadas pelos melhores professores no mundo todo, para que as crianças prestem atenção e aprendam ainda mais. Unindo novas pesquisas de psicologia cognitiva à experiência de professores, a autora também explica como os professores devem se preparar antes de entrar em aula; como conquistar o interesse das crianças e como a professora pode fortalecer os conteúdos da sua disciplina.

O livro foi escrito por Elizabeth Green, uma experiente jornalista especializada em educação, com passagens nos principais jornais americanos. Essa obra mostra como ensinar é um processo complexo e cheio de nuances e como as famílias também podem descobrir as reais necessidades dos filhos em sala. Adquira este livro neste link.

A Professora da Alfabetização, de Américo Amorim

Lançado em 2022, o livro conta a história de Juliana, professora que foi finalmente nomeada para ensinar em uma rede municipal. No primeiro dia de aula, ela se depara com um bilhete anônimo de boas-vindas. Já nas primeiras aulas os bilhetes passam a criticar suas práticas pedagógicas. Nos dias seguintes, começam a ordenar que a professora faça as crianças aprenderem a ler e escrever em um prazo curtíssimo, qualquer professora diria ser impossível. Ela volta a estudar e aprende novas evidências científicas sobre como ensinar a ler e escrever.

A obra é de autoria do pernambucano Dr. Américo Amorim, pesquisador visitante da New York University, em parceria com o escritor Matheus Bento. Américo é fundador e cientista-chefe da Escribo, startup ligada ao ecossistema Porto Digital, onde desenvolve jogos pedagógicos que fortalecem o aprendizado de 105 mil crianças em 2.200 escolas do Brasil e do Panamá. Estimulando a consciência fonológica e fonêmica de forma lúdica e sistemática, ela sente o avanço das crianças. Ao mesmo tempo, tenta descobrir quem é o maluco que a persegue e escreve os bilhetes infames.

 

País Mal Educado, de Daniel Barros

Indicado pela pesquisadora da FGV-RJ e de Harvard Claudia Costin
Os leitores podem se aprofundar em uma realidade já conhecida, no livro País Mal Educado: uma quantidade enorme de crianças e adolescentes brasileiras aprende pouco ou quase nada em sala de aula. O autor faz uma série de pesquisas, entrevistas e investigações em sala de aula para nos mostrar as falhas mais graves do sistema educacional brasileiro e como elas podem ser corrigidas. 

O brasileiro Daniel Barros é jornalista, mestre em administração pública pela Universidade Columbia, em Nova York, e conquistou diversos prêmios jornalísticos, como o  Esso, na categoria Educação, em 2014. O livro está disponível na Amazon.

 

Algoritmos para viver: a ciência exata das decisões humanas, de Brian Christian e Tom Griffiths

Indicado pelo pesquisador e jornalista da CNN Brasil Rodrigo Maia
Quando alguém fala de algoritmos, geralmente pensamos em programas de computador. Mas Algoritmos para viver explica justamente que eles fazem parte das nossas vidas e nos ajudam a realizar diferentes tarefas desde a Idade da Pedra. O livro explica de forma didática problemas matemáticos conhecidos, de onde surgiram e como funcionam vários algoritmos.

Com base em entrevistas com especialistas e pesquisas multidisciplinares, o jornalista Brian Christian e o professor de psicologia e ciência cognitiva Tom Griffiths exploram esse lado da matemática que governa cada vez mais o nosso dia a dia. Adquira o livro aqui.

 

Planejamento para a Compreensão: Alinhando Currículo, Avaliação e Ensino por Meio da Prática do Planejamento Reverso, de Grant Wiggins e Jay McTighe

Indicado pelo presidente do Instituto Singularidades Alexandre Schneider
Planejamento para a Compreensão
explica o conceito de planejamento reverso. Dentro dessa visão, as escolas e professoras podem criar um planejamento curricular que facilite a aprendizagem e crie uma experiência mais atrativa e envolvente tanto para alunos como para professores. Para isso, o livro se propõe a responder perguntas como o que é compreensão; o que é conhecimento; e como criar uma planejamento que traga resultados. 

Os autores Grant Wiggins (1950-2015) e Jay McTighe são referências em educação nos EUA. Wiggins era doutor em educação pela Harvard University e foi consultor em diversas escolas estaduais e nacionais, e em parceria com o professor McTighe, escreveram juntos diversos livros na área de educação. Para adquirir este livro, toque aqui.

 

O Eduquês em Discurso Direto, de Nuno Crato

Indicado pelo neurocientista Augusto Buchweitz
Quando o assunto é educação, precisamos fugir do clichê e do lugar-comum e buscar o que realmente funciona. Essa é a proposta do livro O
Eduquês em Discurso Direto, do professor Nuno Crato. Com base em evidências da psicologia e da pedagogia, o autor faz uma crítica a expressões como “aprender a aprender” ou “ensino centrado no aluno”, e como os profissionais da educação precisam se atualizar e ir além desses conceitos para que as crianças aprendam mais e melhor.

Também português, o economista Nuno Crato é doutor em matemática aplicada pela Universidade de Delaware (EUA), onde foi pesquisador e lecionou por anos. Como ministro da Educação e Ciência de Portugal, entre 2011 e 2015, coordenou uma das reformas educacionais mais importantes para o país. A edição mais recente está disponível na Amazon neste link.

 

Educação em Debate, do Todos pela Educação (2018)

Indicado pelo gerente no Todos Pela Educação Gabriel Corrêa
Organizado em 46 artigos, o livro Educação em Debate mostra quais os principais desafios para a educação entre os anos de 2019 e 2022. Especialistas de áreas como Pedagogia, Sociologia, Psicologia apresentam propostas de políticas públicas para a melhoria da qualidade do sistema de ensino brasileiro.

O livro foi produzido pelo Todos Pela Educação e pela Fundação Santillana / Editora Moderna. Baixe o livro gratuitamente neste link.

 

Líderes na Escola, de Antônio Góis

Indicado pela pesquisadora da FGV-RJ e de Harvard Claudia Costin
Líderes na Escola
apresenta uma série de experiências que o autor Antônio Góis conheceu de perto em escolas públicas de educação básica no Brasil, Chile, México, EUA, Canadá e Singapura. Esses países foram escolhidos por terem muitas semelhanças com o momento atual brasileiro ou por adotarem sistemas considerados mais evoluídos, quando o assunto é políticas de gestão escolar.

O autor, Antônio Góis, é jornalista especialista em educação e colunista do jornal O Globo. O livro foi publicado gratuitamente pela Fundação Santillana / Editora Moderna (baixe aqui).

 

Como as democracias morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Indicado pelo pesquisador e jornalista da CNN Brasil Rodrigo Maia
O livro
Como as democracias morrem nos faz uma pergunta: democracias tradicionais podem deixar de existir? Para tentar respondê-la, os autores Steven Levitsky e Daniel Ziblatt analisam a eleição de Donald Trump, ex-presidente controverso dos Estados Unidos, e o que ela tem em comum com a ascensão de Hitler, de ditaduras militares na América Latina, e diversos outros acontecimentos históricos. Podem parecer assuntos muito distantes, mas eles têm muito a ver.

Steven Levitsky e Daniel Ziblatt são cientistas políticos e professores conceituados da Universidade de Harvard, nos EUA. Eles criaram essa obra que é muito importante para entender o momento histórico que vivemos no Brasil e no mundo, e que nos ensina por que precisamos proteger a democracia de ataques e ameaças. Toque aqui para obter o livro.

Bônus!

Separamos algumas obras que podem interessar pelas histórias contemporâneas, curiosidades ou lições de vidas vividas pelos autores e personagens.

A menina da montanha, de Tara Westover

Indicado pelo gerente no Todos Pela Educação Gabriel Corrêa
O livro conta a história da americana Tara Westover, que tinha 17 anos quando entrou pela primeira vez em uma sala de aula. A família dela estava sempre se preparando para o fim do mundo – por influência do pai. Além de desconfiar das escolas, ele também desconfiava de médicos, por isso Tara nunca passou por uma consulta. Mesmo com todas as dificuldades, ela consegue estudar e alcançar cada vez mais conquistas por meio da educação.

A menina da montanha é um relato autobiográfico sobre a busca da Tara por uma nova identidade e sobre o potencial que a educação tem de transformar vidas. É uma história sobre relações familiares e sobre as dificuldades e dores de desfazer esses laços. Adquira neste link.

O Alienista, de Machado de Assis

Indicado pelo presidente do Instituto Singularidades Alexandre Schneider
Um clássico da literatura brasileira, esse conto de Machado de Assis continua sendo uma das observações mais importantes dos danos que uma pessoa má intencionada ou má instruída pode causar se utilizando da ciência. É uma história surpreendente e traz um debate muito atual sobre desvios e normalidade, loucura e razão, comédia de costumes e sátira política. O Alienista está disponível gratuitamente no site Domínio Público (baixe aqui).

 

O Louco de Palestra, de Vanessa Bárbara

Indicado pelo diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann Daniel de Bonis
A autora Vanessa Barbara escreveu uma série de crônicas sobre o bairro paulistano do Mandaqui, e sobre as diferentes personalidades que vivem e andam pelas ruas locais. Na crônica que dá nome ao livro, ela fala sobre o “louco de palestra”, aquela pessoa meio desligada da realidade que volta e meia fala alto, comenta e atrapalha palestras, seminários ou debates. Adquira aqui.

Como me descobri negra, da Bianca Santana

Indicado pelo diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann Daniel de Bonis
“Tenho 30 anos, mas sou negra há dez. Antes, era morena.” É com essa frase que a autora Bianca Santana começa uma série de reflexões sobre experiências pessoais ou que ela ouviu de outras mulheres e homens negros. Ela explora esse conceito de se entender como pessoa negra e como isso é afetado pelo racismo vivido no dia a dia por essas pessoas. Toque aqui para obter este livro.

Risque esta palavra, da Ana Martins Marques

Indicado pelo diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann Daniel de Bonis
Livro de poesias no qual a autora Ana Martins Marques cria uma espécie de diário de memórias afetivas, e o poder que as palavras têm para transformar essas lembranças. Disponível neste link.

Inscreva-se grátis no curso Gestão do Aprendizado Baseada em Evidências!

Inscreva-se grátis no curso Gestão do Aprendizado Baseada em Evidências!

Lançamos o curso Gestão do Aprendizado Baseada em Evidências! Em homenagem ao Dia do Pedagogo (20/05), o curso será gratuito para todas as educadoras e educadores do Brasil, que poderão fortalecer ainda mais suas habilidades para:

👪 Estimular o engajamento das famílias;
💡 Acompanhar e fortalecer o aprendizado;
👶 Personalizar o ensino desde a educação infantil;
😊 Fortalecer os relatórios e devolutivas;
👨🏽‍🏫 E planejar aulas e conteúdos para os próximos meses.

O curso terá cinco aulas, todas às terças-feiras começando já na próxima terça (25), sempre às 19h. As aulas são acompanhadas de atividades, vídeos e textos para ampliar ainda mais os conhecimentos, e ao fim os(as) participantes vão receber um certificado de 20h.

Participe e aprenda com os melhores educadores do mundo! Quem já tem acesso à plataforma escribo.com/cursos, basta entrar com login e senha. Inscrições abertas em escribo.com/whatsapp.

Robert Slavin, referência mundial em pesquisas educacionais, faleceu aos 70 anos

Robert Slavin, referência mundial em pesquisas educacionais, faleceu aos 70 anos

No último sábado (24), perdemos repentinamente o nosso parceiro Robert Slavin, professor da Johns Hopkins University. Pesquisador educacional, ele colaborava com descobertas científicas importantes que publicamos no Blog da Escribo e era um dos professores convidados nos nossos cursos, apoiando assim crianças e professoras brasileiras. Em 30 anos de trabalho, o pesquisador impactou o aprendizado de 2 milhões de crianças e 50 mil professoras em todo o mundo.

No começo da carreira, Slavin pesquisou formas de fortalecer o aprendizado utilizando a cooperação entre os estudantes. E foi aí que ele começou a desenvolver experimentos para descobrir se essas ideias eram realmente eficazes para que um aluno conseguisse fortalecer o aprendizado do outro (cooperative learning, em inglês).

Anos depois, pesquisou sobre metodologias no ensino de leitura e da escrita na alfabetização. Ele também liderou experimentos feitos em larga escala para testar os resultados de materiais didáticos que ele mesmo desenvolveu na Johns Hopkins.

Depois, ele começou a analisar os resultados de experimentos feitos por outros pesquisadores, tornando-se um dos pioneiros na realização de metanálises rigorosas no campo da pesquisa educacional. Assim, ele conseguiu comparar diversas metodologias de ensino de leitura e escrita – inclusive, comparou o desempenho de escolas puramente construtivistas e escolas que também trabalhavam a consciência fonológica (CF). Ele descobriu que as crianças desse segundo grupo, escolas adeptas da CF, tinham o dobro de aprendizado do que as do primeiro grupo.

Artigos de Robert Slavin

Chega de desculpas: podemos ensinar todas as crianças a ler!

Prêmio Nobel comprova a importância das evidências científicas para a educação

Programas educativos de sucesso podem ser replicados, sim!

Evidência e política: se você quer fazer uma bolsa de seda, por que não usar… seda?

Por que não o melhor?

Slavin também fez experimentos na área de matemática para descobrir o que dava mais resultados no aprendizado: se era uma formação de professores mais tradicional, ou que usasse metodologias de gestão de sala de aula, sistemas de ensino, tecnologias educacionais ou outros suportes. Um desses experimentos está disponível para leitura neste link (em inglês).

Mais recentemente, ele pesquisou sobre como criar tecnologias educacionais que realmente gerem ganhos de aprendizado de leitura, escrita e matemática. Revisando pesquisas do mundo inteiro, ele descobriu que poucas tecnologias têm bons resultados pois a maioria delas não é criada com base em evidências científicas.

Em relação ao Brasil, Robert Slavin já contribuiu efetivamente com lideranças técnicas do Ministério da Educação, na década de 1990. Nos últimos anos, ele colaborou ativamente com a Escribo para disseminar o uso de evidências científicas dentro das escolas brasileiras.

Prof. Slavin fazia questão de ser um grande parceiro

Quando eu estava fazendo minhas leituras do doutorado, me deparei com vários artigos do prof. Robert Slavin. Foi uma surpresa ver que ele era pesquisador da Johns Hopkins, onde eu estudava. Mas o melhor ainda estava por chegar. Descobri que um colega de turma trabalhava na equipe do Dr. Robert e ele me levou para conhecê-lo. Tivemos uma conversa maravilhosa sobre o uso de evidências e como elas poderiam fortalecer o aprendizado das crianças no Brasil. A partir deste dia, ele colaborou ativamente com todas as iniciativas da Escribo para fortalecer o aprendizado no Brasil.

Nunca vou esquecer do último e-mail que ele me enviou, em 18 de março de 2021, comentando sobre o desafio que decidimos enfrentar na Escribo: fortalecer o ensino eficaz de matemática na educação infantil utilizando jogos digitais. Mesmo quando a missão era extremamente desafiadora, ele sempre nos encorajava: “I would not give up on the possibility, but seventy years of research and development have certainly shown that it is not easy” (“eu não desistiria da possibilidade, mas setenta anos de pesquisa e desenvolvimento certamente mostraram que não é fácil”).

No dia que soube de seu falecimento, fiquei muito triste. Perdemos uma pessoa boa, generosa, que amava a educação e dedicou sua vida a pesquisar e testar formas de fortalecer o aprendizado. Mas seu trabalho não irá parar, pois continuaremos produzindo e utilizando evidências em prol das crianças.

Ele tinha como missão transformar a educação e nos mostrar como sempre podemos ensinar mais e melhor para as crianças. Fica o nosso agradecimento ao professor Robert Slavin, seu trabalho vai continuar influenciando o ensino e a aprendizagem por gerações.