5 Dicas Para Lidar Com Crianças Indisciplinadas

5 Dicas Para Lidar Com Crianças Indisciplinadas

Foto em destaque: jcomp/Freepik.

Ainda que o chamado “aluno difícil” seja apenas uma criança à mercê de emoções que não podem controlar ou entender, pode ser complicado para um professor manter a calma e não levar as ofensas e o comportamento para o lado pessoal. Muitas vezes, é difícil lidar com alunos indisciplinados e desinteressados.

Crianças de temperamento difícil costumam esconder toneladas de dor.  Elas se defendem contra os sentimentos ruins construindo paredes ao seu redor, onde se protegem da rejeição.

Cada esforço de um adulto que se importa para penetrar essas paredes encontra uma resistência expressada em afastamento emocional e/ou linguagem, gestos e ações ofensivas.

Como bebês incapazes de articular de onde vem seu próprio desconforto, essas crianças precisam urgentemente de adultos pacientes, determinados e com jogo de cintura o suficiente para não levar o comportamento ofensivo para o lado pessoal.

Aqui vão algumas dicas de como o professor pode se conectar ou reconectar com esse tipo de aluno:

1. Reconheça as qualidades dos alunos difíceis

Expresse positividade diariamente para cada um de seus alunos. Por mais difíceis que eles sejam, interaja com eles sempre de forma acolhedora.

Por exemplo, se um aluno aparentemente desinteressado e cronicamente atrasado chegar na sala, evite ignorar ou advertir imediatamente. Em vez disso, faça do seu primeiro contato com ele um gesto de apreciação por ele ter vindo à escola.

Exemplo: Estava esperando mesmo que você aparecesse. Feliz que você veio! Seja bem vindo. Por sinal, estamos na página 62.

Quando finalmente não houver mais ninguém ao redor, expresse sua preocupação e explique as consequências daquele comportamento.

Exemplo: Estou preocupada com seu desempenho, pois chegando atrasado você fica para trás nos conteúdos em relação aos outros colegas. Você vai ser advertido por esse atraso, mas o mais importante para mim é saber como posso ajudá-lo a chegar aqui na hora certa. Está acontecendo alguma coisa?

2. Use frases encorajadoras durante a aula

Frases que motivam os alunos contribuem para que eles se conectem à aula e ao conteúdo. Afinal, muitos alunos difíceis só buscam um pouco de aprovação. Buscar brechas para utilizar esse tipo de frase durante o dia é uma forma de lidar com alunos indisciplinados e desinteressados.

Pode ser “Parabéns por ter conseguido!”, “Essa questão foi difícil, parabéns!”, “Foi ótimo te ver fazendo ____”, “Espero que você esteja orgulhoso por ter feito ____, porque eu estou!”, etc.

3. Enxergue o “pior aluno” como o melhor

Pense no seu melhor aluno. Quem é o mais bem comportado? O mais motivado? Quais adjetivos lhe vêm à cabeça ao falar dessa criança?

Observe como você interage com esse aluno e tente agir da mesma forma com aquele outro mal comportado durante uma semana. Veja o que acontece com essa mudança de tratamento.

4. Envie relatórios de progresso para os pais

Faça uma carta ou email que descreva de forma breve para os pais os avanços que o aluno vêm fazendo em relação ao seu comportamento. Mostre que você vem observando progresso e tem boas expectativas para o filho deles.

As dicas que você leu acima são de autoria do autor e educador Dr. Allen Mendler, mas a Escribo tem mais uma dica de como você pode lidar com crianças indisciplinadas:

5. [EXTRA] Use jogos!

O jogo aumenta o interesse da criança pela educação devido ao fator inovador, enfatiza a importância de seguir as regras, a sociabilidade e o autoconhecimento – afinal, para ganhar é preciso conhecer as regras, o oponente e a si mesmo.

Saiba como aproveitar o papel pedagógico dos games na educação através dessa entrevista com os especialistas em jogos para educação Carlos Seabra e André Zats para o canal NET Educação:

O jogo teria a potencialidade de extrapolar o simples aprender sobre como jogar, tornando-se um lazer inteligente que exercita uma série de outras capacidades, como respeitar regras e lidar com a frustração.

O nosso aplicativo Escribo Play é um ótimo exemplo de ferramenta para exercitar essas capacidades. Com jogos pedagógicos digitais, motivamos as crianças a aprenderem ainda mais o que elas já veem com as professoras em sala de aula.

Em nossas pesquisas, descobrimos que estudantes usuários dos jogos da Escribo aprenderam 68% a mais em leitura e 48% a mais em escrita. É um ótimo exercício de foco e de competencias socioemocionais, não é mesmo?

E você, como se relaciona com alunos difíceis? Já pensou em como se reconectar com eles? Comente!

Não esqueça de assinar agora as notificações do Blog da Escribo tocando no sininho ao lado. Assim você recebe conteúdos novos sempre que saírem. Grande abraço!

Como Professores Podem Melhorar o Humor na Sala de Aula

Sabemos que professores não são treinados ou selecionados para entreter, como comediantes. Mas também sabemos o quão positivo fica o clima da sala de aula quando o professor é divertido.

Os professores mais marcantes nas nossas vidas pós escola costumam ser aqueles que tornavam os dias mais agradáveis com seu bom humor.

Aprender e se divertir ao mesmo tempo contribui para que apreendamos a informação e coloquemos o aprendizado em uso no dia a dia e em situações como testes e provas.

O ex presidente da Association for Applied and Therapeutic Humor (Associação para Aplicação do Humor Terapêutico) e diretor do Institute for Emotionally Intelligent Learning (Instituto para Inteligência Emocional e Aprendizado), Ed Dunkelblau, afirma que no ambiente altamente competitivo e cheio de expectativas em que vivemos atualmente, todos na escola se beneficiariam se o humor fosse parte integrada da pedagogia:

“Testes cada vez mais difíceis, desafios financeiros, novas demandas surgindo para os educadores… O humor constrói uma relação de aprendizado através da alegria confluente entre o coração e a cabeça, que ajuda a lidar com esses desafios.”

Além disso, ele afirma que muitos estudos acadêmicos provam que o humor reduz o estresse e a tensão na sala de aula, aumentando a retenção das informações e promovendo um entendimento criativo.

“Mas acima de tudo, o humor trás um senso de prazer e apreciação do estudo, criando uma experiência positiva comum à todos os alunos, compartilhada também com os professores”, afirma Dunkelblau.

Abaixo você pode conferir 10 dicas para um melhor uso do humor na experiência diária de aprendizado:

chalk-672187_640

10 Estratégias para Usar o Humor na Sala de Aula

Ainda que para você utilizar o humor seja um desafio, existem algumas atitudes que você pode usar para aliviar a carga de estresse e dissipar as nuvens cinzas na sala de aula. É importante lembrar, também, que sarcasmo não é o ideal para a sala de aula. O humor para crianças não deve machucar ninguém.

1) Ria de si mesmo

Quando você fizer algo bobo ou errar alguma palavra, aponte isso e ria à respeito. É melhor rir com os alunos! Essa atitude também mostra que tudo bem se você errar, o importante é aprender com os erros.

2) Adicione elementos engraçados em provas, tarefas de casa e trabalhos

Pode ser uma anedota, um desenho, uma tirinha. O interessante é quebrar a tensão.

3) Use quotes na sala de aula

Alguns professores colocam frases divertidas ou inspiradoras no quadro para os alunos todos os dias. Você pode fazer isso e também espalhar pela sala papéis na parede com quotes engraçados ou frases de bom humor. Outra estratégia é estimular os alunos a colarem suas frases legais também.

4) Tenha uma pasta com tirinhas

Pode ser online, no Pinterest, ou física, de forma que ela possa rodar pela sala nos intervalos para os alunos lerem.

5) Promova o “Dia da Piada”

Você pode pegar a sexta feira, dia mais tranquilo, e pedir para os alunos compartilharem piadas, histórias divertidas, anedotas, tirinhas ou charadas com os outros no fim do dia. (Faça questão de analisar as piadas antes, lógico)

6) Use o humor em atividades escritas

Use uma aula para conversar sobre os recursos do humor, o que é importante, os limites deste. Quando eles entenderem melhor o que causa o efeito do riso, saberão colocar no papel uma forma de escrita mais descontraída.

7) Diversão no guarda roupa

Uma vez por mês, convoque-os à trazer um chapéu engraçado para a sala, virem com meias trocadas ou outros acessórios engraçados para usar na hora do recreio.

8)  Promova a criatividade

Leve tirinhas sem nada escrito nos balões ou fotos sem legendas e faça uma atividade onde eles deverão criar o próprio diálogo ou legenda de forma divertida e bem humorada, em duplas ou individualmente. Isso estimula a criatividade e o pensamento positivo.

9) Livros engraçados

Peça que os alunos tragam para a sala de aula livros divertidos e pergunte por que ele gosta daquela obra ou o motivo para o livro ser engraçado, pedindo exemplos e resenhas.

10) Use jogos

Você já ouviu falar sobre a gamificação? Aprenda neste artigo como as crianças podem aprender brincando:

Conclusão

O professor de psicologia Maurice Elias, autor dessa lista de dicas, conclui que aqueles que riem duram mais. Aqueles que não, pagam um preço. Por isso, não façamos as crianças pagar pelo mau humor da sociedade!

“Vamos colocar mais diversão na escola e aproveitar isso. Não precisa nem ser uma gargalhada – apenas um sorriso já ajuda. É hora dos educadores levarem o humor mais a sério.” Maurice Elias

Como você usa o humor na sala de aula? Compartilhe conosco!

6 maneiras de levar construções para a sala de aula

Foto: MakerEd.org

 

Você já ouviu falar em Maker Education?

É uma iniciativa que surgiu no governo Obama, dentro do programa “Educate to Innovate” (Educar para Inovar), como uma iniciativa para melhorar a educação nos EUA.

Adotada por diversas instituições estadunidenses, ela se baseia numa vertente educacional que foca na realização de projetos e construções integrados ao currículo escolar.

Esses projetos podem ser de grande porte como um workshop de robôs no ensino médio, ou de menor escala, como uma construção de maquetes na escola primária.

A proposta não é apenas sobre integrar ferramentas e equipamentos na educação, mas promover uma educação com espaço para os estudantes criarem, colaborarem e desenvolverem a criatividade com projetos.

A Maker Education intercala a curiosidade das crianças pela exploração de novidades com a execução de projetos. Cada projeto exige um nível diferente de planejamento e esforço. As vezes pequenos projetos organicamente evoluem para projetos maiores, a depender da empolgação da turma.

Quer experimentar essa técnica? Comece com esses projetos que já foram testados e aprovados em salas de aula:

Projetos em menor escala

Torres de Poder

clip_image002

Materiais:

  • Papel
  • Fita Adesiva

Ferramentas:

  • Tesoura

Ideal para quem está começando a experimentar a Maker Ed, essa atividade permite que os alunos construam “Torres de Poder” feitas com papel e fita adesiva. Eles também podem construir uma torre mais alta usando outros materiais – estimule-os a usar palitos, canudos e clipes de papel para torná-la mais divertida. Essa atividade em grupo ajuda os alunos à trabalharem melhor em grupo, estimula liderança e planejamento. Melhor ainda, existem inúmeras variações disponíveis, como papel colorido e fitas adesivas decoradas, materiais fáceis de achar.

Catapultas

catapulta

Materiais:

  • Ratoeiras
  • Colheres de pau (de madeira)
  • Borrachas
  • Blocos de madeira
  • Bolas de pingue pongue
  • Cola quente

Ferramentas:

  • Pistolas de cola quente

A catapulta é uma atividade que apresenta aos alunos os princípios da engenharia e da física de forma divertida. A catapulta permite que os alunos busquem o melhor ângulo e proporção entre a força de lançamento e a largura dos braços. Não tem aluno que não se divirta tentando acertar algo com a catapulta!

Desafios de construção

Com esses desafios, você pode testar as construções e refletir com os alunos sobre elas no dia seguinte!

Ponte

ponte

Materiais:

  • Palitos de madeira (tipo picolé)
  • Cola quente
  • 5 baldes com peso dentro

Ferramentas:

  • Pistolas de cola quente
  • Alicates

Planeje a ponte com mais o menos um metro de distância e arrojada o suficiente para aguentar peso!

Barco flutuante

float the boar

Materiais:

  • Papel alumínio
  • Palitos de madeira (tipo picolé)
  • Espetos de Bambu
  • Papel
  • Cola quente
  • Argila
  • Palitos de churrasco
  • Canetas e pilotos

Ferramentas:

  • Tesouras
  • Pistolas de cola quente

Projete o barco para suportar cargas, se mover rápido pela água e possuir uma proporção eficiente entre peso e carga. Encontre a melhor forma para colocar as velas, um casco resistente e um ponto de equilíbrio ideal para flutuar.

Brincando com a luz

Esses projetos envolvem materiais mais complexos e eletricidade.

Eletromagnetos

eletromagnetos reais

Materiais:

  • Parafusos de metal
  • Fios de cobre
  • Baterias

Ferramentas:

  • Alicates
  • Tesouras

Eletromagnetos ilustram a conexão entre eletricidade e magnetismo. Na vida real, eletromagnetos são a espinha dorsal de múltiplos aparelhos eletrônicos, como campainhas, alarmes de assalto e portas eletrônicas em carros. Alunos podem usá-los para apanhar moedas ou outros objetos de ferro através do magnetismo.

Circuitos maleáveis

eletromagnetos

Materiais:

  • Farinha
  • Água
  • Sal
  • Componentes eletrônicos como LED e motores

Ferramentas:

  • Pratos e jarras quentes

Circuitos maleáveis resolvem um dos maiores enigmas dos jovens alunos: Como construir componentes eletrônicos reais com mãozinhas tão pequenas? Devido à frágil coordenação motora das crianças, use massinha de modelar e farinha para conectar as partes eletrônicas.

Fonte e imagens: WoodShopCowboy

Se inspirou e vai fazer com os seus alunos? Conta pra gente o resultado nos comentários! 

Como Organizar as Ideias com Tecnologia

Organizar os pensamentos parece uma tarefa difícil num mundo onde somos estimulados freneticamente ao longo do dia por fatores externos e, ao mesmo tempo, nosso cérebro opera ínumeras sinapses.

Com alunos e professores, a organização é, além de difícil, necessária, devido à demanda de conteúdos necessários para aprender . A falta de um meio que organize nossos pensamentos e ideias pode nos levar ao estresse, confusão mental e fracasso no aprendizado.

Uma alternativa para driblar a desorganização mental é utilizando mapas mentais, para que você e seus alunos possam atingir todo o seu potencial na absorção de conteúdos.

Mas primeiro: o que são mapas mentais?

Créditos: Thais Godinho (VidaOrganizada.com)

Créditos: Thais Godinho (VidaOrganizada.com)

Em meados de 1970, o psicólogo inglês Tony Buzan criou os Mapas Mentais (Mind Maps)  para facilitar a aprendizagem e memorização por meio do encadeamento não-linear de informações, motivado pela necessidade de aprender de outra forma que não fosse a tradicional organização por meio de anotações linha por linha.

Um mapa mental é um diagrama elaborado para representar ideias, tarefas ou outros conceitos que se encontram relacionados com uma palavra-chave ou uma ideia central através de linhas, relacionando as informações em seu redor.

Sua função, além de uma melhor organização de ideias, é visualizá-las e classificá-las melhor, ajudando o indivíduo a tomar decisões, estudar e escrever melhor.

Benefícios e vantagens do mapa mental

De acordo com o coach Flavio Souza, existem mais de 20 vantagens na utilização de mapas mentais, que você pode conferir aqui. No nosso post, vamos destacar os principais benefícios para alunos e professores:

  • Materiais

1.  Redução significativa do volume físico de papel relativo a notas e material de estudo.

2. Redução significativa do tempo de planejamento, elaboração e revisão de tarefas escritas e preparação de apresentações.

3. Facilidade para reestruturar qualquer grupo de informação interligada.

4. Em geral, possibilitam um aumento da produtividade e da competência.

  • Intelectuais

1. Facilitam a memorização e a lembrança por serem organizados, conter imagens e somente idéias essenciais.

2.  Desenvolvem a busca e a percepção de múltiplos aspectos do um assunto ou situação.

3. Estimulam a visão de uma ideia em um contexto mais amplo, ao invés de isolada, proporcionando uma compreensão mais abrangente.

Benefícios para times, grupos e turmas:

1. Facilitam a coordenação dos  integrantes por meio de melhor e mais fácil divisão de tarefas, aumentando a probabilidade de que as metas do  grupo sejam atingidas.

2. Facilitam a comunicação em grupos, dando um foco de concordância ou divergência e colocando todas as contribuições em um contexto.

3. Facilitam o compartilhamento de conhecimento, pela distribuição de mapas mentais.

Agora que você já sabe o que é um mapa mental, como ele foi criado e quais são seus benefícios, veja 5 plataformas de mapas mentais disponíveis online, para os alunos estudarem pelo computador e tablet e para os professores utilizarem nas salas de aula:

Ferramentas digitais para criar mapas mentais

 

1. MindMup

mind mup

O MindMup é altamente simples e possui inúmeras formas de compartilhamento e publicação de mapas. Seu visual clean permite que os mapas deslizem pela tela e a plataforma pode ser agregada às ferramentas do Google Drive, podendo também contar com a colaboração de várias pessoas em um só mapa. O serviço é gratuito. Pode ser acessado em iPads e computadores.

2. ExamTime

exam time

O ExamTime possui um visual limpo, gratuito e fácil de manusear. Pode ser acessado em tablets, celulares e computadores, além de possuir uma variedade de cores e a possibilidade de ser inserido em sites e blogs e convertido em PDF.

3. Coggle 

Coggle_Document

O Coggle divide por cores a cadeia hierárquica de informações, além de permitir que colaboradores acessem um mesmo mapa para trabalharem juntos. Como diferencial, o Coggle permite que o usuário adicione imagens em seus mapas e disponibiliza um histórico de alterações, possibilitando o rastreamento nas mudanças ocorridas durante a feitura do mapa.

4. Wise Mapping

WiseMapping

Wise Mapping é simples e rápido, garantindo um manejo fácil na hora de criar os mapas no site. É fácil de publicar onde você quiser e possui inúmeras formas de compartilhamento, facilitando a disseminação do conhecimento para várias pessoas ao redor do mundo.

5. Mindomo

mindomo 1

Mindomo é um app que cria mapas mentais de forma personalizada, em português e possui versões grátis e pacotes pagos. Pode ser acessado em todas as plataformas: Linux, Windows, Mac, Ipads, Tablets e celulares com sistema Andoid.

3 dicas de como usar mapas mentais na sala de aula:

Revisões

Um mapa mental ligando os conhecimentos pode servir como uma ótima revisão dos temas tratados em sala de aula, pois relembra as palavras-chaves do conteúdo e reforça os pontos mais importantes ligados à elas.

Atividades extras

Explore a vontade de saber com uma atividade extra, valendo pontos ou não, onde o aluno vai criar seu próprio mapa mental para provar o que aprendeu naquela aula. Pode acontecer também uma competição, onde quem fez o mapa mais elaborado é o vencedor.

Aguçando a criatividade

Numa sala de aula nova, você pode pedir que os alunos criem mapas onde as palavras chaves são os seus interesses com aquela disciplina. O que ele espera aprender? Como quer aprender? Permita que eles abusem de cores e desenhos para a criatividade aflorar ainda mais.

E você, está pronto para utilizar mapas mentais na sua sala de aula?

4 desafios que um educador pode resolver com tecnologia

O cotidiano de um professor exige métodos regrados de organização – caso contrário, as atribulações e demandas podem sair do controle.

Todo professor precisa lidar com tarefas como designar avaliações, atividades, conhecer a personalidade dos alunos, colegas e pais, e para não se perder numa rotina com tantos compromissos e ideias, é importante estar equipado com tudo que possa lhe ajudar nas missões do dia a dia em prol da organização.

Isso envolve recursos educacionais e aplicativos que facilitem as tarefas poupando tempo e energia. Esqueça a lenda urbana de que o celular atrapalha a organização e use-o a seu favor!

Existe uma gama de recursos tecnológicos acessíveis para lidar com problemas na sala de aula – a transformação que a tecnologia proporcionou à educação vêm contribuindo até nessas situações.

Assim, se você tiver as ferramentas adequadas, pode desenrolar os nós do dia a dia antecipadamente, resolvendo metade dos problemas sem dor de cabeça. Conheça algumas:

4 desafios encarados por professores e as melhores ferramentas tecnológicas para lidar com eles

 

1. Administrar o tempo

Apps-Google-Keep-icon

Google Keep

O Google Keep serve para criar anotações de forma dinâmica, possibilitando adicionar fotos, gravações de áudio e outros elementos nelas. Ele sincroniza as notas entre dispositivos logados com a mesma conta do Google, permitindo acessá-las também no computador.
O sistema de organização baseado em cores torna a organização ainda mais fácil, pois cada cor é relacionada a um tema. Outra opção interessante do Google Keep é a ferramente de checklists, onde tarefas podem ser enumeradas em listas.

Evernote

Evernote

É similar ao Google Keep. Além da possibilidade de criar listas e agregar áudios e imagens às notas, possui um sistema de tags onde você pode etiquetar sobre que assunto está escrevendo.

2. Encontrar conteúdos para as aulas

google-scholar

Google Acadêmico

Mais um recurso da rede Google, estra ferramenta oferece uma vasta gama de artigos, teses, resumos e disciplinas de forma simples e gratuita. O Google Acadêmico possibilita encontrar, também, publicações de editoras e organizações. Confira este tutorial do TechTudo para descobrir como usá-lo da melhor maneira.

Facebook

Grupos do Facebook

Existe uma rede nos grupos do Facebook onde professores se conectam para trocar experiências, projetos e conteúdos de aulas entre si. Um deles é o Dedeana Coordenadores Pedagógicos, onde mais de 8.000 educadores expõe suas ideias e até mesmo blogs com ideias de conteúdo para a sala de aula.

3. Conhecer melhor os alunos

pinterest

Pinterest

O Pinterest funciona como um mural, onde é possível criar painéis visuais com os nossos principais interesses através de imagens. Os alunos podem colocar pins naquilo que os defina e interesse.

Apps-Google-Drive-Forms-icon

Google Forms

Através do Google Forms, você pode realizar uma pesquisa com os alunos virtualmente, buscando entender seus interesses e personalidades.

4. Facilitar a comunicação com os pais

wasap

Grupos no WhatsApp

Muitos pais já têm grupos com pais de outros alunos para socializarem as experiências dos filhos na escola, falarem sobre trabalhos, eventos e programar caronas. Por que não agregar professores à essa rede? Um grupo com professores e coordenadores no WhatsApp pode aproximar os pais da realidade escolar que os educadores já convivem diariamente, ao passo que aproximará estes educadores da realidade do aluno em casa. Além disso, tornará mais fácil a comunicação na hora de tirar alguma dúvida sobre o que foi passado na agenda, sobre o material que deve ser levado, sobre a hora dos eventos.

Email_Chat

Email

Recomende, por email, sites onde os alunos possam pesquisar sobre conteúdos, acessar bancos de questões, tirar dúvidas e aprender mais. Deixe-os à vontade para tirar dúvidas virtualmente ou marcar conversas.

Usa alguma ferramenta além dessas? Não deixe de compartilhar nos comentários!

 

Como a tecnologia pode ajudar o Brasil a cumprir as metas da Unesco para educação

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) estabeleceu seis metas de educação há 15 anos, para serem batidas de 2000 à 2015.

As metas foram estabelecidas em 2000 na Cúpula Mundial de Educação, em Dakar, no Senegal. Com 164 países, a cúpula tinha como objetivo global que todos esses pudessem chegar a 2015 tendo cumprido as seis metas abaixo:

META 1 – Primeira Infância

META 2 – Educação Primária

META 3 – Jovens e Adultos

META 4 – Analfabetismo

META 5 – Meninos e Meninas

META 6 – Educação de Qualidade

Mas, segundo o G1, apenas um terço dos países alcançou todas, e de acordo com o relatório emitido pela própria Unesco, o Brasil obteve resultados em somente duas metas – a segunda, Educação Primária, que por definição visava alcançar a educação primária universal, particularmente para meninas, minorias étnicas e crianças marginalizadas, e a quinta, Meninos e Meninas, cuja intenção era alcançar a paridade e a igualdade de gênero nas escolas.

Nesse contexto, fica claro que algumas metas poderiam ser solucionadas com a ajuda da tecnologia.

Antes de julgar a tecnologia algo “extra” para a educação, o Ministério da Educação deveria alinhá-la ao básico no ensino, por diversos motivos, como engajamento, motivação e resultados, como podemos conferir ao longo do post abaixo:

Analisando possíveis soluções tecnológicas para as 4 metas da Unesco não realizadas no Brasil

College students in a computer lab

META 1 – PRIMEIRA INFÂNCIA

Definição: Expandir a educação e os cuidados na primeira infância, especialmente para as crianças mais vulneráveis. Entre os países, 47% alcançaram o objetivo e outros 80% quase conseguiram. Apesar do Inep ter contestado, pois o número de creches públicas no país aumentou ostensivamente, o Brasil não atingiu a meta segundo a Unesco.

Como a tecnologia ajudaria: Para que essa meta seja batida, é preciso que bons líderes e profissionais de educação elaborem soluções para a primeira infância, pois a fase é crucial e decisiva no que diz respeito a capacidade de aprendizagem que as crianças carregam para os resto de suas vidas.

Para capacitar e engajar formuladores de políticas públicas e representantes da sociedade civil em um diálogo a respeito do tema, existem cursos com modalidade à distância que o governo poderia bancar aos interessados, como o Curso de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância, oferecido pelo Núcleo Ciência Pela infância.

Ele acontece em dois módulos presenciais, com um momento a distância entre esses. Durante esse período, os participantes trabalham divididos em pequenos grupos para desenvolver e refinar Planos de Ação de promoção do desenvolvimento infantil completamente online, supervisionados por uma equipe técnica de especialistas e facilitadas por ferramentas digitais de conferências e sessões regulares de supervisão para os grupos.

META 3 – JOVENS E ADULTOS

Definição: Garantir acesso igualitário de jovens e adultos à aprendizagem e a habilidades para a vida. Unesco diz que 46% dos países atingiram. O Brasil não.

Como a tecnologia ajudaria: A maioria dos adultos e jovens trabalha durante o dia para poder estudar à noite. Muitos deles ajudam financeiramente seus lares, pagam a faculdade e possuem inúmeras responsabilidades ao longo do dia. No meio de tantas obrigações, ainda há o transporte público precário e os problemas de locomoção enfrentados nas pequenas e grandes cidades. Todas essas dificuldades desestimulam o jovem e o adulto à continuar estudando, o que gera evasão. Como resolver esse problema? Agregar o ensino blended no país (ou seja, parte online, parte presencial) e investir mais nos cursos EAD (Ensino à Distância), atitudes que poupariam o tempo do estudante, garantindo maior qualidade de vida.

Saiba mais sobre educação blended (ainda inexistente no país) neste artigo do Estadão.

META 4 – ANALFABETISMO

Definição: Alcançar uma redução de 50% nos níveis de analfabetismo de adultos até 2015. Apenas 25% dos países atingiram.

Como a tecnologia ajudaria: A solução estaria em integrar atividades multimídia para ajudar no processo de alfabetização, como infográficos, animações, jogos e quadros interativos. Trazer para o adulto analfabeto uma nova realidade na sala de aula pode estimulá-lo a buscar o conhecimento.

Saiba mais:

META 6 – EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Definição: Melhorar a qualidade de educação e garantir resultados mensuráveis de aprendizagem para todos. De acordo com o relatório, faltam 4 milhões de professores no mundo.

Como a tecnologia ajudaria: A resposta para solucionar esta meta está na própria Unesco, que desenvolveu um guia online, de acesso gratuito, com 13 convincentes motivos para adotar a tecnologia móvel como linha auxiliar na sala de aula.

A Unesco diz acreditar que os celulares podem expandir e enriquecer as oportunidades de aprendizado em diferentes cenários, visto que várias experiências ditas no guia evidenciam que, assim como tablets, celulares estão favorecendo as habilidades cognitivas de educadores e alunos ao redor do mundo.

Confira os 13 bons motivos para usar tecnologia móvel na educação, segundo a Unesco e o guia oficial na íntegra, em inglês.

E você, como vem mudando a educação no país? 🙂