A Escribo é finalista do Prêmio Jabuti 2015 na categoria Livro Infantil Digital

A Câmara Brasileira do Livro, há 57 anos, decidiu premiar as melhores obras anualmente, a fim de estimular a cadeia criativa e produtiva de livros no país. O nome do prêmio, Jabuti, surgiu da vontade de valorizar a cultura brasileira, extraindo a inspiração de um personagem das histórias de Monteiro Lobato.

Desde a criação do prêmio, grandes autores da literatura brasileira já foram laureados, a começar por Jorge Amado, que recebeu o primeiro prêmio pela obra “Gabriela, Cravo e Canela”. Hoje, há um total de 27 categorias, passando por tradução, ilustração, capa e projeto gráfico, além das categorias tradicionais como romance, contos e crônicas, poesia, reportagem, biografia e livro infantil.

No prêmio desse ano, a Escribo foi eleita uma das finalistas na categoria Livro Infantil Digital com a obra Turma do Som, criada pela autora Cecília Cavalieri França.

A Turma do Som é um projeto inovador de musicalização para escolas, feito com uma abordagem lúdica e divertida. O conteúdo, construído na plataforma Livro Educacional Digital (LED), inclui um livro digital interativo, com desenhos animados, jogos educativos e espaço para os alunos desenvolverem a criatividade.

O livro da Turma do Som pode ser usado na maioria dos tablets (iOS ou Android), em computadores e até mesmo na web. As escolas que adotam o projeto também recebem a formação de seus professores junto com o manual de sugestões pedagógicas. Por fim, o projeto inclui o acesso ao portal Turma do Som, uma rede social integrada para os alunos compartilharem as músicas que criam durante o ano letivo.

Você pode ler mais sobre o Turma do Som clicando aqui. A apuração da segunda fase do Prêmio Jabuti 2015 ocorrerá no dia 19/11.

Sua Escola Tem Professores ou Babás? Como Fortalecer os Educadores da Educação Infantil

Foto: Joel Rocha/SMCS

É comum professores do ensino infantil reclamarem de ter seus trabalhos confundidos com o papel de babá. Os pais querem educadores que acolham seus filhos, os compreendam sempre e tenham absoluta responsabilidade sobre o nível de aprendizado e desempenho escolar deles.

A criança tirou nota baixa? Está apresentando mal comportamento? A culpa é boa parte das vezes atrelada aos professores, que não souberam entender e adaptar o assunto às necessidades dos alunos.

Essa exigência por um constante estado de conforto para os educandos, no entanto, vai justamente de encontro ao papel do professor. Como a criança poderá crescer e desenvolver seus conhecimentos e habilidades se não é desafiada a isso?

Outro problema recorrente durante a educação infantil que reforça essa ideia de “babá” de alunos pode ser percebido quando os pais têm a impressão que a criança apenas passa o tempo na escola, sendo apenas um local de atividades e jogos sem muito embasamento pedágogico.

Os educadores se sentem dessa forma acuados. Mas como afinal exercer seu real papel de educador, garantir o engajamento entre os alunos e manter pais satisfeitos?

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Sabemos que o primeiro passo para uma educação de qualidade é o correto envolvimento da família com a escola, os pais precisam se conscientizar do papel da instituição e da figura do professor como educador da criança, e não de babá.

Há, porém, outro elemento bastante relevante no processo de mudança desse tipo de pensamento, que é possuir um material pedagógico bem estruturado e alinhado as propostas educacionais do colégio.

É fácil perceber a influência de um material didático que faz diferença, se observamos dois pilares principais:

1. Os pais conseguem acompanhar e visualizar o desempenho dos seus filhos ao longo do semestre?

Se a resposta for “não” temos aqui um problema. Fica complicado evitar a síndrome de “babá” se os pais não conseguem dimensionar os resultados alcançados por seus filhos ao longo do semestre.

Eles precisam sentir que a criança está progredindo aula a aula e que apresenta aprendizagem de fato significativa.

Nesse sentido, a melhor escolha são livros didáticos que estimulem a criança por meio de desafios, articulando atividades e conhecimentos em busca do constante desenvolvimento educacional, que é justamente a proposta didática da coleção Descobrir e aprender, integrante do Sistema Interativo Frei.re.

2.  Os professores conseguem manter os alunos interessados em sala de aula?

Tão importante quanto demonstrar aos pais os resultados alcançados em sala é conseguir o engajamento da turma, evitando problemas de grande número de notas baixas e até mesmo influenciando no bom comportamento.

Hoje em dia materiais com propostas interativas conseguem facilmente cumprir esse papel de prender a atenção do aluno, ao mesmo que tempo que facilitam a atuação dos professores em sala. Jogos educacionais, animações e atividades são recursos indispensáveis para motivar os estudantes e ao mesmo tempo fortalecer a aprendizagem.

Como é no seu colégio?

Foto: Joel Rocha/SMCS

Foto: Joel Rocha/SMCS

Não é fácil lidar com as expectativas diárias do cotiano escolar, a importância de um material didático de qualidade fica cada vez mais evidente. Manter aulas bem estruturadas, lidar com salas de aulas agitadas e ainda lutar diariamente para o fortalecimento do real papel de educador é complicado.

Pensando nisso e levando em conta o Referencial Curricular Nacional, nós da Escribo desenvolvemos o Frei.re, um sistema de ensino especialmente direcionado a educação infantil.

Se você quiser testar a versão digital e interativa agora mesmo, basta clicar nesse link para acessar.

 

Tecnologia e ensino de qualidade precisam andar juntos, segundo pesquisa

Apenas incentivar a tecnologia em sala de aula nem sempre leva a um melhor desempenho educacional para os alunos, é o que diz um novo estudo publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O relatório analisou níveis de desempenho entre alunos com base no uso da tecnologia em casa e na sala de aula. Segundo a pesquisa, enquanto o desempenho dos alunos melhora quando eles usam a tecnologia com moderação, a superexposição aos computadores e à Internet faz com que os resultados educacionais caiam.

“A tecnologia pode amplificar um bom ensino, mas não pode substituir o ensino de má qualidade“, disse Andreas Schleicher, diretor de Educação e Habilidades da OCDE, ao apresentar os dados. Se os estudantes estão apenas sentados na frente de computadores copiando e colando a partir do Google, eles provavelmente poderiam gastar esse tempo de forma mais eficaz em outros lugares, disse ele.

Os dados são baseados em uma avaliação em 2012, que acompanhou alunos de mais de 40 países com testes escritos e digitais, realizando também entrevistas sobre hábitos de uso do computador.

De acordo com o relatório “apesar de consideráveis ​​investimentos em computadores, conectividade e softwares para uso educacional, há pouca evidência sólida de que apenas uma maior utilização de computadores entre os estudantes leva a melhores pontuações em matemática e leitura”.

A pesquisa sugere que isso tem acontecido porque apesar das adições tecnológicas advindas com o século 21, as práticas de ensino do século 20 acabam estagnando o potencial proporcionado por essas tecnologias, diminuindo a eficácia do ensino.

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O estudo relatou também que estudantes com exposição moderada a computadores obtiveram resultados melhores do que aqueles com pouca exposição a computadores, mas a OCDE advertiu sobre tirar conclusões com base nesse resultado.

Os dados poderiam simplesmente refletir que os sistemas escolares que investem em tecnologia também acabam investindo em melhores professores e tem como base alunos de uma classe sócio econômica mais elevada, que tendem se sair melhor na escola.

“Os países com baixas despesas de educação e baixo rendimento per capita tendem a ter menos computadores por aluno”, segundo a publicação.

Nesse sentido, enquanto o acesso dos estudantes aos computadores leva a uma melhor performance geral na sala de aula, o modo como os computadores são utilizados e a quantidade de tempo gasto com eles têm grande efeito sobre esse desempenho.

De acordo com a pesquisa, estudantes que utilizam computadores para realizar atividades na escola, cumprido-as em valores de tempo ligeiramente abaixo da média geral gasta, obtiveram desempenhos acima da média geral em ambos os testes, escrito e digital, de leitura.

Por outro lado, alunos que gastam uma quantidade de tempo acima da média na frente de um computador em atividades na escola apresentaram perfomances piores do que outros estudantes, incluindo aqueles que não utilizaram computadores.

Em testes de matemática, a pesquisa constatou que quase todo o tempo gasto no computador levou a um pior desempenho em ambos os testes, escrito e digital.

Os mesmos resultados foram encontrados pelos pesquisadores quanto a utilização de computadores para trabalhos e atividades de casa.

O diretor de Educação e Habilidades da OCDE Andreas Schleicher não sugeriu que os sistemas de ensino devam cortar o financiamento a tecnologia; comentou na verdade, que a escola desempenha um papel importante na introdução de tecnologia para as crianças, mas que os computadores devem ser usados ​​de maneira mais prudente. “Ter uma estratégia pensada é importante”.

A conclusão que emerge é que as escolas e sistemas de ensino de uma maneira geral não estão prontos para aproveitar o potencial da tecnologia. Muitas vezes tecnologia aumenta a eficiência dos processos já eficientes, mas também pode tornar os processos ineficientes ainda mais.

A tecnologia não pode ajudar os alunos sem apoio adequado e um bom plano de aula, segundo Lan Neugent, diretor executivo interino do Estado de Tecnologia Educacional Directors Association, uma organização sem fins lucrativos que foca o uso tecnologia nas escolas.

“Se você dá às crianças uma ferramenta e não mostra como usá-la de forma eficaz, então ela não vai fazer muita diferença”, disse Neugent. “Por que as pessoas acham que apenas colocar um computador na frente de um criança que vai mudar isso?”

Como já mencionamos em diversos textos da Escribo, a tecnologia por si só dificilmente conseguirá resultados satisfatórios, é preciso suporte pedagógico para dar vazão às potencialidades dessas ferramentas.

E na sua escola, como se dá o uso da tecnologia?

3 Fatores Essenciais Para Incluir em Todas as Aulas de Musicalização

Sua escola trabalha educação musical?

Nos anos iniciais, trabalhar musicalização pode ser um desafio para as escolas. Afinal de contas, ainda é uma matéria recente na grade curricular e ainda existem poucos materiais pedagógicos estruturados na área (como o Turma do Som).

Além disso, muitos professores lecionam aulas de musicalização sem ter formação específica na área. Junte isso com a falta de material pedagógico estruturado, o trabalho do professor se torna um grande desafio – e o aprendizado dos alunos sofre com o impacto.

Como a educação musical abrange uma ampla gama de conteúdos, há vários conceitos que podem ser explorados. Contudo, é importante que toda aula de musicalização contenha alguns fatores-chave.

São eles que irão garantir tanto um maior engajamento por parte dos alunos, quanto oferecerão suporte adequado para o treinamento das habilidades cognitivas envolvidas na educação musical.

A seguir elencamos três fatores, já aplicados a sugestões para planos de aula, para você professor ou gestor que deseja implementar o ensino no seu colégio, ou fazer adaptações curriculares.

1. Vivência sensorial e corporal dos elementos musicais

Por meio do corpo e do movimento compreendemos e expressamos elementos, sensações, percepções e conhecimentos. A prática da vivência sensorial e corporal através da educação musical promove, dessa forma, uma construção complementar de aprendizagem.

Como ela retira apenas do aspecto mental a experiência sonora, o aluno realiza uma abstração mais abrangente do significado dos sons e isso interfere diretamente no seu grau de desenvolvimento musical.

Essa vivência sensorial e corporal pode acontecer de inúmeras formas, através, por exemplo, da movimentação corporal coordenada pelos sons e ritmos, ou mesmo pelo estímulo à criação de música com sons do corpo.


Mesmo os professores podem se divertir quando a aula é bem planejada. Imagina os pequenos?

2. Ludicidade e Espontaneidade

Jogo integrante do Portal Turma do somJogo integrante do Portal Turma do som

Um teste simples: se durante as aulas de música as crianças não estão engajadas e animadas, há algo de errado. Mais do que as materiais tradicionais, para as aulas de musicalização, especialmente dos pequenos, é muito importante estabelecer o ambiente aberto e divertido.

Jogos e o uso da gamificação ajuda bastante nesses momentos. Não precisa ser algo muito complexo, atividades simples (mas bem embasadas) podem ser a diferença entre a aula preferida dos pequenos e uma aula chata, improdutiva.

Claro, o tipo de jogo que você pode executar depende da estrutura da sala de aula, mas isso não é de forma alguma um impedimento.

Por exemplo, você poderia dividir os alunos em grupos e realizar brincadeiras de “adivinhe qual é a música” com cantigas populares infantis. A tática poderia até engajar os alunos, mas por si só, sem qualquer base pedagógica aliada não traria resultados interessantes em educação musical.

Na outra ponta da tabela, com um material bem estruturado de musicalização, você tem tranquilamente  jogos de computador e de tablet bem embasados pedagogicamente e divertidos!

 

3. Integração ao cotidiano

Desenvolver uma escuta atenta, crítica e reflexiva é uma condição determinante para o crescimento musical do aluno. Da mesma forma como focamos no letramento das crianças não apenas na alfabetização, é essencial que o processo de musicalização forme crianças capazes de refletir sobre sons no dia a dia.

Para que isso aconteça, nada melhor do que iniciar esse processo com o reconhecimento do sentido da música na vida do individuo e na coletividade.

Uma boa forma de fazer isso é engajar os temas musicais dentro de histórias com enredos educativos.

Ao invés de tentar ensinar abstrações por métodos “tradicionais”, o ideal é fazer uso de contextos educativos que ensinem o que desejamos de passagem.

Por exemplo, em nosso material de musicalização, o que funciona muito bem são desenhos animados. O Turma do Som possui vários episódios que podem ser mostrados no começo das aulas para dar a base para o ensino de novos tópicos às crianças.

Além de conter os elementos da aula em cada desenho, sempre há temas igualmente importantes como centro do episódio. Reciclagem, a importância da natureza…

A contação de histórias (com ou sem desenho animado) ajuda a engajar as crianças em um nível que elas entendem, enquanto introduzimos os novos conceitos.

Como estão suas aulas de musicalização?

Teacher Teaching Students To Play Xylophone In Class

Desde a Lei nº 11.769, o ensino de música passou a ser obrigatório nas escolas. Há várias formas de integrá-lo a carga horária, mas todas elas requerem ao menos estrutura para as aulas.

É essa estrutura que contém o esqueleto pedagógico que vai garantir o desenvolvimento dos alunos e o aprendizado das aulas. É isso que todo bom plano de aula contém e que você deve levar para seus alunos.

Quer testar um livro digital de musicalização para adotar em sua escola?

O Turma do Som foi desenvolvido em parceria com a Cecilia Cavalieri, uma das mais renomadas autoras de livro didáticos de música no Brasil e Doutora em educação musical pela Universidade de Londres.

Você pode acessar clicando aqui para conhecer a versão digital, que inclui jogos, atividades, desenhos animados e tudo mais. O Turma do Som já pode ser adquirido para 2016.

O material para as escolas inclui livro do aluno e do professor, uma rede social para cada turma, suporte pedagógico durante o ano, planos de aula prontos e capacitação dos professores.

E na sua escola, como você leciona musicalização? Conta para gente nos comentários!

Como você imagina a educação brasileira no futuro?

Como você imagina a educação brasileira daqui a 17 anos?

Desenvolvido num contexto de pós-aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014–2024, os Cenários Transformadores para a Educação Básica no Brasil compreendem 4 perspectivas diferentes acerca do que podemos esperar para educação no Brasil em 2032.

Para sua elaboração foram ouvidos 71 representantes de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, governos, formadores de opinião, organizações internacionais, institutos e fundações empresariais, sindicatos, professores, gestores, pais, estudantes e acadêmicos.

Além disso, a partir do material coletado através das entrevistas foram realizadas três oficinas presenciais com 40 pessoas, onde se discutiu e debateu o conteúdo produzido e suas implicações para construção dos cenários.

Sua elaboração, longe de trazer previsões certeiras ou recomendações e ânsias, projeta, na verdade, os possíveis caminhos que a educação brasileira poderá seguir, pela análise das múltiplas variáveis envolvidas e através da ótica de atores diversos.

Dessa forma, seu objetivo final não era a construção negociada de uma agenda a ser cumprida, ou mesmo um pacto de ação entre os seus participantes. Constituiu-se, na verdade, num espaço de encontro e de escuta ativa para provocação do tema e estímulo a discussão entre todos àqueles interessados na construção cidadã do futuro da Educação Básica em nosso país.

Os 71 atores foram indicados por representantes da Ação Educativa, Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, Instituto Reos), Todos Pela Educação e Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), grupo que norteou as discussões iniciais.

Para o planejamento dos cenários, foi utilizada uma metodologia já empregada ao longo dos últimos 20 anos em contextos diversos e complexos, como por exemplo na transição do apartheid na África do Sul, nos momentos de maior conflito na Colômbia, ou mesmo no pós-guerra civil na Guatemala.

O processo metodológico de caráter rigoroso, mas também analítico e criativo consiste em inicialmente identificar os principais temas, definir então um horizonte de tempo suficiente para as mudanças, mapear as forças que agem sobre cada contexto e por fim classificar o seu grau de previsibilidade e impacto.

A partir daí os diferentes cenários eram agrupados seguindo critérios de serem relevantes, desafiadores, plausíveis e claros. Sendo nomeados com referência a pássaros brasileiros: Canário-da-Terra, Beija-Flor, Falcão-Peregrino e Tico-Tico. Cada um deles traz tanto aspectos positivos e negativos, bem como apresenta suas implicações sociais.

Canário da terra

cenário 1

No primeiro Cenário chamado Canário da Terra, o sistema educacional brasileiro passa por mudanças importantes. Quase todas as metas do PNE são cumpridas pelo Estado, que agora é pressionado e cobrado pela sociedade civil. As políticas públicas são dessa forma, melhor construídas e negociadas pela interação Estado-Sociedade civil.

É rompida, ainda, a cultura de descontinuidade das políticas educacionais e o Estado assume um papel fundamental e estratégico para garantia do direito à educação.

Nesse cenário a gestão da escola é democrática e os planos de educação são construídos, acompanhados, monitorados e aperfeiçoados de forma participativa, por meio dos fóruns de educação e das conferências. Alguns saltos na qualidade de ensino são percebidos mas a escola segue em formato tradicional, com apenas algumas experiências inovadoras.

Beija flor

cenário 2

Esse cenário é caraterizado por reformas profundas no sistema de educação, com base em experiências bem-sucedidas no país e no exterior, e motivadas por mudanças sociais, tecnológicas e ambientais.

Há um forte estímulo a inovação que rompe com muitos preceitos da escola tradicional e é apoiada por políticas públicas estatais. O Estado é fomentador e indutor, garantindo as condições do padrão de qualidade previsto na legislação educacional e estimulando as escolas a desenvolverem experimentações e a relação com as comunidades.

Nesse cenário há um equilíbrio na relação público-privada e a concepção de educação é pautada por princípios de equidade, justiça social e sustentabilidade socioambiental. A escola tem portanto, a função social de formar sujeitos de mudanças cotidianas e globais, fortalecendo a relação com os territórios, em uma perspectiva intersetorial e de trabalho em rede.

Falcão-Peregrino

cenário 3

O Falcão peregrino é marcado por uma forte influencia da iniciativa privada. O Estado mantém o papel de provedor, regulador, avaliador e financiador, mas abre mão de ser o principal executor das políticas e de se responsabilizar pela oferta educacional. Existem avanços quantitativos, mas não qualidativos e há um enfraquecimento do sistema de participação social.

A educação é voltada para a formação de capital humano: mão de obra qualificada e especializada para trabalhar no mercado. O modelo de gestão é por resultados e por desempenho dos alunos, e o ranqueamento é um conceito forte nesse cenário. Para os profissionais de educação, a remuneração agora é variável, com bônus e premiações.

Tico-tico

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Entre os cenários, esse modelo é o mais parecido com a continuidade da educação que visualizamos hoje. Nele vislumbramos uma educação massificada e medíocre, com tentativa de considerar as diversidades, porém de forma periférica.

Há um descontentamento com o serviço público ofertado, que não é capaz de garantir a pauta da qualidade dos direitos. O Estado tem presença, principalmente com a manutenção das políticas sociais compensatórias, e busca a universalização do direito à educação. Contudo, faz isso com baixa vontade política para enfrentar as desigualdades estruturais, o que reproduz padrões desiguais de qualidade.

Ele também tem o papel de expandir o acesso e – quando muito – avaliar a educação, porém não consegue ser regulador e tampouco garantir o essencial. Predomina a concepção de escola formal, posta na legislação, com quase nenhuma inovação.

Concretização dos cenários

De acordo com a diretora administrativo-financeira do movimento Todos pela Educação o que vai determinar a concretização de cada um dos cenários são as escolhas que o país está fazendo e fará para os próximos anos.

Para Para Daniel Cara da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, hoje estamos mais próximos do cenário Falcão-Peregrino e Tico-Tico. Segundo ele, o caminho para superar esses cenários passa pela implementação do Plano Nacional de Educação. “ A fronteira para impactar no futuro da educação é o país começar a levar a sério as leis que aprova”, comenta.

Embora seja natural atribuir apenas as decisões do Estado para o futuro da Educação no país, Cleuza Repulho, ex-presidente da Undime ressalta a importância da sociedade civil na concretização dos cenários “A gente tem um papel importante e cada um com a sua entidade precisa dar conta da sua parte, e não achar que o governo sozinho resolve os problemas.”.


Como dito anteriormente a publicação não apresenta respostas ou indica o cenário ideal. Com isso, qual cenário você imagina como o mais provável para educação brasileira?

O que você gostaria de ver na educação do país?

Para conferir mais detalhes da publicação é só acessar o site dos Cenários Tranformadores.